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Volta o "vírus" das urgências sobrelotadas nos hospitais

Urgências de vários hospitais, nomeadamente, em Faro e no Porto, sentem dificuldades em responder a todos os pedidos.

Ainda o outono começou e já há urgências sobrelotadas, como foi o caso, esta semana, do Hospital de Faro, e nos hospitais da região do Porto, a afluência já ultrapassa os níveis anteriores à pandemia.

Na segunda quinzena de outubro, a afluência às urgências do Hospital de Gaia disparou.

Dos 690 doentes vistos na segunda-feira, 276 receberam pulseiras azuis ou verdes, o que quer dizer que são casos pouco ou nada urgentes
e que por isso não deviam recorrer a este serviço.

As chamadas "falsas urgências" representam quase 40% dos casos que chegam ao Hospital de Gaia, e a maioria não recorre ao centro de saúde, nem liga para a Saúde 24, até recusando a alternativa.

O mesmo se passa no Hospital de São João, onde 75% dos casos chegam à urgência sem referenciação.

A este problema generalizado no Serviço Nacional de Saúde, junta-se a escassez de equipas e a limitação na resposta por causa dos circuitos Covid-19.

No Hospital de São João, já desde julho que a afluência a este serviço aumentou 6% em relação a 2019.

No Hospital de Faro, a história repete-se, com a semana a arrancar com um serviço de urgências sobrelotado, com 50 doentes internados num espaço preparado para receber, em conforto, 10 utentes.

O Sindicato dos Enfermeiros diz que faltam camas e recursos humanos e a direção clínica concorda, assegurando que está a tentar resolver o problema.

A escassez de pessoal afeta particularmente as especialidades de pediatria e neonatologia.

Na última década, o Hospital de Faro perdeu 40 destes especialistas para a reforma e para o setor privado.

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