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PJ acredita que ataque a família sueca em Moura foi motivado por ódio racial

O suspeito é conhecido pela comunidade e integrou as listas do Chega à junta de freguesia.

Na Póvoa de São Miguel, em Moura, a população não comenta o ataque a tiro a uma família sueca. A PJ acredita que o caso foi motivado por ódio racial. O suspeito é um comerciante de 53 anos que integrou as listas do Chega à freguesia local.

Foi nas imediações do campo de futebol da Póvoa de São Miguel, em Moura, que um comerciante local terá disparado sobre uma autocaravana de uma família sueca de ascendência curda. Em causa estarão motivos de ódio racial.

Da contenda não resultaram feridos, mas a PJ trata a investigação como um caso de homicídio qualificado na forma tentada. O suspeito é conhecido em toda a comunidade, tendo, recentemente, integrado as listas do Chega à freguesia local - mas não foi eleito.

André Ventura reagiu a este caso, defendendo que o partido que lidera é “completamente contra quaisquer crimes que envolvam atentados contra a vida humana, contra a vida ou a integridade física de terceiros”. Acrescenta que ninguém pode atuar em nome do Chega com violência.

De acordo com a PJ, o ataque terá começado com uma discussão entre o suspeito e o elemento masculino do casal sueco, que viajava com os sete filhos menores. Os disparos terão acontecido após uma primeira perseguição.

Ouvido em primeiro interrogatório judicial, o comerciante da Póvoa de São Miguel ficou a aguardar o desenrolar do processo em liberdade, sob termo de identidade e residência.