País

PSP avalia reforço da segurança de Ferro Rodrigues após episódio com negacionistas

Os manifestantes negacionistas estão a ser identificados depois de terem insultado o Presidente da Assembleia da República.

A PSP está a avaliar a necessidade de reforçar a segurança do Presidente da Assembleia da República depois dos insultos e ameaças de negacionistas da pandemia covid-19 de que foi alvo no fim de semana.

Além da injúria e difamação, podem estar em causa crimes contra a paz pública ou contra a realização do Estado de Direito.

Durante vários minutos, Ferro Rodrigues, a segunda figura do Estado, acompanhado pela mulher, foi ameaçado por um grupo de manifestantes negacionistas que se concentravam em frente ao Parlamento a favor de Rui Fonseca e Castro, o juiz negacionista, entretanto suspenso de funções pelo Conselho Superior da Magistratura.

Uma das manifestantes, de megafone em punho, ameaçou ainda o restaurante onde o casal se encontrava, prometendo que "nunca mais nenhum cliente deste restaurante vai ter paz".

O caso foi desvalorizado por Ferro Rodrigues. Contactado pela SIC, o gabinete do Presidente da Assembleia da República nega que tenha havido qualquer acontecimento grave.

A Procuradoria-Geral da República anunciou a abertura de um inquérito que corre no DIAP de Lisboa. Os manifestantes negacionistas, que se escudam no exercício de liberdade de expressão, estão a ser identificados.

Entretanto, a PSP está a avaliar a necessidade de reforçar a vigilância e segurança do Presidente da Assembleia da República.