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Direito ao esquecimento aprovado para acabar com a discriminação de quem teve doenças graves

Ex-doentes acabavam por ser penalizados em pedidos de crédito ou em acessos a seguros.

O Parlamento aprovou o direito ao esquecimento, um princípio que tem como objetivo acabar com a discriminação de quem teve doenças graves, como cancro, no acesso a crédito ou seguros. Na apresentação do projeto, o PS defendeu que se trata de uma questão de decência.

O sonho de comprar casa - com recurso a crédito - ou o simples acesso a seguros podem ser barrados a quem teve uma doença grave, como cancro, por exemplo. Muitas vezes o crédito não é aceite ou tem taxas muito altas.

Acabar com os obstáculos é uma vontade de todos os partidos. O projeto do PAN gerou algumas dúvidas e, por isso, acabou chumbado com o voto contra do PSD e abstenções do PS, CDS e Chega. O projeto do PS foi aprovado, mas vários partidos dizem que tem de ser melhorado na comissão da especialidade.