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Os 25 anos sobre a amnistia. O olhar do filho de uma das vítimas mortais do grupo terrorista FP-25

Entrevista SIC Notícias

Pai de Manuel Castelo-Branco, Gaspar Castelo-Branco, era diretor-geral dos serviços prisionais e foi assassinado à porta de casa, em 1986.

Passam esta segunda-feira 25 anos sobre a aprovação da amnistia aos condenados no caso das Forças Populares 25 de Abril (FP-25 de Abril), que operaram de 1980 a 1987.

A organização terrorista de extema esquerda surgiu nos anos 80 e foi apontada como responsável pela morte de 17 pessoas. Entre elas, Gaspar Castelo-Branco, alto funcionário do Estado, diretor-geral dos serviços prisionais, assassinado à porta de casa, em 1986.

O filho, Manuel Castelo-Branco, com 17 anos quando o pai morreu, foi esta segunda-feira convidado da Edição da Noite da SIC Notícias.

"O meu pai foi o início do ataque direto ao Estado", lembrou, acrescentando que havia uma razão para o pai ser morto.

"Os presos das FP-25 queriam ser tratados como presos politicos, quando na verdade tinham roubado dinheiro, matado pessoas e colocado bombas. Eram perigosos", contou.

Manuel Castelo-Branco afirmou que o pai era uma pessoa sem medo, corajoso e com "sentido de justiça".

"Cumpriu a lei e o que lhe era pedido: não deixar que os presos fugissem", disse.

O filho de Gaspar Castelo-Branco reuniu, a partir da morte do pai, informações sobre as Forças Populares 25 de Abril. Daqui a cerca de um mês vai lançar um livro - "com todos os detalhes" -, que considera "um serviço público à verdade", com Nuno Gonçalo Poças.

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