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Apreensão de droga no Brasil. Responsável da Polícia Federal garante que João Loureiro é um dos suspeitos

Antigo presidente do Boavista reafirma que apenas foi ouvido pelas autoridades na qualidade de testemunha.

Um responsável da Polícia Federal brasileira garante que João Loureiro é um de cinco suspeitos no caso do avião onde foram encontrados 500 quilos de cocaína.

A Polícia Federal do Brasil apreendeu no dia 10 de fevereiro meia tonelada de cocaína escondida num avião particular que já tinha recebido autorização para descolar da cidade de Salvador com destino a Portugal. A droga foi encontrada durante uma inspeção que agentes da Polícia Federal fizeram ao avião, que se encontrava na pista do Aeroporto Internacional de Salvador.

João Loureiro, antigo presidente do Boavista e filho de Valentim Loureiro, tinha lugar marcado nesse avião e à SIC garantiu ser completamente alheio ao que se passou

Ao jornal I, o coordenador-geral do Departamento de Repressão a Drogas diz que as autoridades brasileiras sabem que o advogado tem um certo poder financeiro e que por isso foi pedida à Polícia Judiciária a identificação do património em Portugal e no Brasil, e também os dados financeiros do antigo presidente do Boavista.

Os cinco suspeitos estão a ser investigados por indícios de tráfico de droga e branqueamento de capitais.

À SIC, o antigo dirigente desportivo reafirma que não é arguido e que assinou na polícia de São Paulo um termo de declarações e não um interrogatório. João Loureiro diz que não teme a investigação e que no fim vai ficar provado que não tem nada que ver com o assunto.

O ex-presidente do Boavista garante que não embarcou no avião carregado com 500 quilos de cocaína, porque desconfiou dos sucessivos adiamentos.

O voo de regresso acabou por ficar marcado para dia 9, mas nesse dia nenhum dos cinco passageiros previstos apareceu à hora do embarque. Entre eles, constava João Loureiro, o espanhol Mansur Herédia, Hugo Cajuda e Bruno Carvalho Santos, dois empresários de futebol e ainda Paulo Saturnino Cunha administrador de uma companhia vitivinícola no Ribatejo.

João Loureiro continua no Brasil e não deverá voltar a Portugal antes do final da semana.