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"Não há nenhuma solução para o problema da energia que seja perfeita"

Odacir Júnior

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Vanda Paixão

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Diana Matias

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Edgar Keats

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E se, um dia, os aviões forem movidos a hidrogénio?

A Airbus já anunciou que está a desenvolver três conceitos de aeronaves nesse sentido. A fabricante europeia aponta 2035 como o ano em que veremos nos céus o primeiro avião comercial a voar com hidrogénio e não com combustíveis fósseis. Mas essa possibilidade levanta vários desafios que Luiz Braga Campos, professor catedrático do Instituto Superior Técnico e especialista em mecânica aplicada e Aeroespacial, diz estarem a ser estudados.

Luiz Braga Campos alerta que o hidrogénio "implica um grande investimento para ser produzido de uma forma limpa e a infraestrutura de distribuição é mais complicada". No entanto, é uma forma de tentar baixar as emissões de CO2 no mundo inteiro uma vez que cerca de 30% dessas emissões vêm dos transportes.

Luís Braga Campos explica que "queimar hidrogénio produz vapor de água" o que "também tem efeito de estufa" quando "em altitude", como é o caso dos aviões. Esse efeito não está, no entanto, ainda "muito bem estudado".

No meio das dúvidas, o professor deixa uma certeza: "Não há nenhuma solução para o problema da energia que seja perfeita, todas têm vantagens e problemas. Nós temos é de arranjar o melhor equilíbrio".

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