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Marcelo concorda com averiguação ao caso dos jornalistas vigiados

Processo de averiguação pode levar a processo disciplinar.

O Presidente da República concorda com a abertura do processo de averiguação ao caso dos jornalistas vigiados a mando de uma procuradora. O Conselho Superior do Ministério Público quer, agora, saber se há fundamento para um eventual processo disciplinar.

A atuação da magistrada do DIAP de Lisboa levanta dúvidas à Procuradora-Geral da República. O processo de averiguação vai avaliar se há matéria para um eventual processo disciplinar.

Antigo jornalista, o Presidente da República diz estar sempre preocupado com tudo o que possa pôr em causa leis fundamentais. O primeiro-ministro insiste: não comenta casos judiciais, mas lembra que é filho de uma jornalista e que é um defensor da liberdade de imprensa.

O processo de averiguação já em curso foi aberto 48 horas depois de ter vindo a público a ordem, dada em 2018 à PSP, por Andrea Marques, para que a polícia seguisse um jornalista da revista Sábado e outro do Correio da Manhã.

O objetivo era chegar à fonte de informação na origem de notícias sobre buscas no Benfica no processo E-Toupeira.

Durante dois meses a PSP vigiou e fotografou pelo menos um dos repórteres. A quem foi também levantado o sigilo bancário sem a ordem de um juiz.

Um instrutor do Conselho Superior do Ministério Público tem agora 30 dias para concluir se arquiva, se avança para um processo disciplinar ou se aplica apenas uma advertência à procuradora.

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