País

Enfermeiros contra condições da nova unidade no Hospital de Penafiel

Miguel Carlos Cabral

Miguel Carlos Cabral

Repórter de Imagem

Lúcia Amorim

Lúcia Amorim

Editora de Imagem

Equipa de enfermeiros acusa o o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa de colocar doentes ventilados numa unidade sem condições e sem o acompanhamento de profissionais com formação em cuidados intensivos. A situação foi reportada à Ordem depois de terem sido instaladas camaras de videovigilância para vigiar os utentes.

A unidade foi criada em novembro, o mês mais critico para o CHTS, que chegou a ter 10% dos internamentos por covid 19. Com apenas 10 camas de cuidados intensivos, a ala - que estava dedicada ao recobro de doentes com patologia cirurgica - foi transformada para acomodar mais doentes ventilados.

Até agora, a unidade estava receber utentes dos cuidados intermédios porque os profissionais recusaram trabalhar sem formação/integração em cuidados intensivos e sem que fossem criadas melhores condições.

Mas esta segunda-feira, terão sido instaladas câmaras de videovigilância para monitorizar 3 doentes ventilados que foram transferidos para esta ala.
Um grupo de 10 enfermeiros reportou a situação à Ordem, sublinhado que, na origem da decisão, estará uma posição de força assumida pela diretora do serviço de Medicina Intensiva.

Os enfermeiros consideram que a situação adoptada compromete a saúde dos doentes e não garante as condições de exercício de Enfermagem com qualidade e segurança.

O presidente do Conselho de Administração do CHTS refuta a ideia de que estejam em causa condições de segurança e de qualidade da prestação de cuidados.
Numa curta resposta enviada à SIC, e sem revelar se a unidade vai continuar a receber doentes ventilados, adianta apenas que os profissionais são insubstituíveis na monitorização dos doentes.