País

João Almeida: a recusa da colagem a Cristas

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Candidato à liderança do CDS diz que "nem pensou" deixar o lugar no Parlamento caso não vença no Congresso.

João Almeida foi um dos 5 deputados eleitos pelo CDS nas Legislativas de outubro e o único dos 5 que se apresentam na corrida à liderança do partido que está no Parlamento. Mas desse facto não pretende tirar qualquer vantagem em relação aos outros candidatos.

Recusa a ideia de ser o candidato "da continuidade": "É uma tentativa de colagem mas com uma cola muito fraca". E afirma que no estilo é "completamente diferente" de Assunção Cristas. Mesmo que some entre os apoios mais notáveis Nuno Magalhães, Adolfo Mesquita Nunes, Pedro Mota Soares, Ana Rita Bessa ou Cecília Meireles. "Eu tenho muito mais apoios que isso. São muitos mais os apoios que tenho das bases do partido".

Se vai continuar no Parlamento caso perca e outro líder seja eleito no Congresso, diz que não é algo em que tenha sequer pensado. "Estou eleito para um mandato e a minha confiança é com os eleitores de Aveiro. E se quero unir, também não me ia por aqui a dizer que saía se ganhasse esta ou aquela liderança".

Sobre o Congresso do próximo fim-de-semana, critica a hipótese de surgir uma candidatura de uma outra moção que não tenha apresentado até aqui candidatos, considerando que é uma "falta de respeito" e que o partido "não toleraria" que tal acontecesse.

Reconhece que é "fundamental" entendimentos à direita, e conversar com o PSD tendo em vista futuras coligações eleitorais, nomeadamente para as autárquicas. Mas, primeiro, diz querer "um partido forte" e defende que essa força não pode depender de coligações.