País

De "infernizar a vida do líder" à "última oportunidade" 

De "infernizar a vida do líder" à "última oportunidade" 

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Manuel Ferreira

Manuel Ferreira

Repórter de Imagem

João Venda

João Venda

Repórter de Imagem

Rio e Montenegro dão o tudo por tudo no apelo ao voto.

Os últimos argumentos para convencer os militantes do PSD são de dramatização total. Montenegro eleva a fasquia para a segunda volta de sábado, colocando-a como a "última oportunidade para mudar" e vai avisando que o adversário, atual líder do PSD e recandidato, já deixou claro que "não vai mudar nada". Que resultado esperar? "O mesmo", conclui Montenegro, "o pior em Europeias e um dos piores em Legislativas".


Numa sessão que, na verdade, mais foi um comício aberto com discurso de Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, e no palco com Ângelo Pereira, líder da distrital de Lisboa, e Bruno Vitorino, de Setúbal - todos apoiantes de Miguel Pinto Luz na primeira volta - Luís Montenegro deixou ainda um apelo aos "cerca de 9 mil" militantes que se abstiveram apesar de estarem aptos para votar.


Durante a tarde, Rui Rio tinha também concentrado em Lisboa apoiantes - com algumas "transferências" de Pinto Luz, Ana Miguel Santos e Mira Amaral, enumerando razões para votarem nele, incluindo o pedido de uma vitória mais expressiva, porque se ganhar apenas "por 51% contra 49%", os que têm vindo a "infernizar a vida do líder" iam continuar a fazê-lo.


Rio negou a acusação de oferta de lugares: "impossível", disse acontecer por quem o conhece e está mais próximo, devolvendo-a ao "outro lado" onde tem conhecimento de "coisas esquisitas". Na resposta, Montenegro recusa receber "lições de seriedade" do presidente do PSD "não é mais sério do que eu".