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Os cinco na corrida à sucessão de Cristas

Os cinco na corrida à sucessão de Cristas

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

No único debate entre os candidatos à liderança do CDS, ouviu-se "continuidade não" e recusa a "arranjinhos".

Na sala onde Assunção Cristas anunciou a saída na noite das Legislativas não se via uma cadeira vazia. Militantes de pé, apertadinhos, esperavam para ouvir e questionar as propostas dos cinco candidatos que se apresentaram com moções de estratégia para disputar a liderança do partido.

Na primeira e única oportunidade de confronto dos candidatos, antes do Congresso - de que vai sair o próximo Presidente do partido - as intervenções iniciais foram abertas, uma espécie de apresentação de cinco minutos para cada um dizer ao que vinha. E logo ali houve uma demarcação com o passado.

Abel Matos Santos declarou "continuidade não" e Filipe Lobo d'Ávila, outro dos que assumiu nos últimos anos ser oposição interna a Cristas, garantiu que vai a votos, negando "conversas ou boatos" de eventuais acordos. "O Filipe Lobo d'Ávila não procura arranjinhos".

O único dos cinco candidatos que é deputado, João Almeida, não alinha na rutura e preferiu apontar a quem tem falado do CDS como um partido a "lutar pela sobrevivência", comparando-o aos novos partidos com representação parlamentar: "quem quer por o CDS a competir com partidos que nasceram agora não conta comigo, não estou para disputar o campeonato dos pequeninos".

Francisco Rodrigues do Santos, líder da Juventude Popular, o último dos cinco a avançar com a candidatura, disse que o ciclo não se muda como "a técnica do autocarro", esperando que passe e conseguiu pelo menos o maior aplauso ao dizer que não concorre contra nenhum militante do CDS "o meu adversário chama-se António Costa e o PS e quero é que o CDS combata o socialismo em Portugal".

Mas foi Carlos Meira, ex-presidente da concelhia centrista de Viana do Castelo, que mais inflamou a sala, ao começar por dizer que "fui a Setúbal em trabalho e a vontade que tinha foi de comprar baldes de lixívia para lavar esta casa de cima a baixo" porque a direção terá deixado o partido "na bancarrota" pela qual exige explicações.

Depois das intervenções iniciais, transmitidas em direto no Facebook - com os militantes a serem informados que havia mais de mil pessoas a seguir - o que se passou na sede ficou mesmo só para quem lá estava.

O debate das moções, das cinco dos candidatos, e de mais 7 de estratégia global e 11 setoriais, segue no 28º Congresso que se realiza em Aveiro a 25 e 26 de janeiro.

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