País

Médico que tratou Bas Dost relembra episódio com sangue e tochas na academia de Alcochete

Luís Manso

Luís Manso

Jornalista

Médico que tratou de Bas Dost foi ouvido esta manhã no Tribunal de Monsanto.

Virgílo Abreu disse esta quinta-feira no Tribunal de Monsanto, no arranque de mais uma sessão do julgamento do caso do ataque à academia de Alcochete, que viu Bas Dost com sangue na cabeça e que encaminhou, de imediato, o jogador para o departamento clínico. Era na altura médico do Sporting e pouco ou nada viu, no que diz respeito a agressões, já que ficou fechado nessa mesma sala, a suturar a cabeça do avançado holandês. Só saiu, depois dos adeptos terem abandonado o balneário, numa altura em que estava tudo mais calmo.

O médico disse perante o tribunal desconhecer quem tirou as fotografias às lesões de Bas Dost, as únicas imagens que demonstram de forma clara agressões a jogadores. Relata ainda o arremesso de uma tocha que, tendo passado ao lado de Frederico Varandas, o agora presidente do clube, acabou por atingir, na zona abdominal, ainda que de raspão, Mário Monteiro, na altura preparador físico.

Este depoimento fica ainda marcado por um verdadeiro, e inédito, neste caso, testemunho de caráter. Virgílio Abreu disse ser amigo de longa data da família de Afonso Ferreira, um dos arguidos. Tinha na altura do ataque 18 anos. É estudante de gestão. Virgílio Abreu disse ter sido médico do bisavô e do avô do arguido. Sublinhou a "amizade extrema" que tem pela família do jovem e realça que todo este caso provocou um enorme "trauma" na família, feita de pessoas "bem formadas e educadas".

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