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54 buscas no MAI, Proteção Civil e empresa que forneceu golas antifumo

54 buscas no MAI, Proteção Civil e empresa que forneceu golas antifumo

Ministério Público suspeita de crimes de fraude na obtenção de subsídio, de participação económica em negócio e de corrupção.

A Polícia Judiciária está a realizar buscas no Ministério da Administração Interna relacionadas com a compra das 70 mil golas antifumo para as populações, no âmbito da do programa "Aldeia Segura".

Numa nota enviada à SIC, a Procuradoria-geral da República confirma a realização das buscas em vários locais:

"Encontram-se em curso oito buscas domiciliárias e quarenta e seis não domiciliárias. de 8 buscas domiciliárias e 46 não domiciliárias (...) em vários locais, incluindo no Ministério da Administração Interna, na Secretaria de Estado da Proteção Civil, na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e em Comandos Distritais de Operações de Socorro."

Também o Ministério da Administração Interna, numa nota enviada às redações, confirmou ser alvo de buscas, bem como a Proteção Civil:

O Ministério da Administração Interna confirma a realização de diligências do Ministério Público e da Polícia Judiciária nas instalações do MAI e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Está a ser prestada toda a colaboração na realização das referidas diligências.

Caso das golas provocou uma baixa no Governo

O caso das golas antifumo levou em julho o ministro da Administração Interna a abrir um inquérito sobre a contratação de "material de sensibilização para incêndios".

Dois dias depois da decisão do ministro, a 29 de julho, o técnico Francisco Ferreira, adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, demitiu-se , após ter sido noticiado o seu envolvimento na escolha das empresas para a produção dos kits de emergência para o programa "Aldeias Seguras", tendo o pedido sido aceite pelo secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves.