Análise

Apoios aos pais: "O sistema não tem capacidade e entope", alerta José Gomes Ferreira

O jornalista lembra que em março de 2020 houve atrasos no pagamento da fatia ao cargo do Estado.

A decisão de fechar as escolas durante, pelo menos, 15 dias é, para José Gomes Ferreira, uma decisão positiva. Analisando os acontecimentos desta quinta-feira, o jornalista destaca ainda o anúncio de que o tempo de interrupção das aulas será compensado durante o período das férias.

“Finalmente estamos a alinhar pelos padrões europeus. É assim que vários países estão a fazer e já fizeram no passado e é assim que é correto”, afirmou na Edição da Noite.

Para José Gomes Ferreira a situação que aconteceu no primeiro confinamento “foi uma falta visão e de responsabilidade”. O jornalista refere-se à antecipação das férias da Páscoa, período esse que nunca foi reposto para os alunos.

Sobre os apoios anunciados para compensar os pais e encarregados de educação durante a suspensão das aulas, o jornalista lembra que, à semelhança do que aconteceu em janeiro, é possível que desta vez volte a haver atrasos no pagamento.

O apoio será dividido em duas parcelas: uma de 33,3% que é paga pela empresa e outra de 33,3% que fica ao encargo da Segurança Social. Os restantes 33,3% não são pagos porque é o “custo que o próprio trabalhado teria de ter e, essa parte, fica ao seu encargo”.

“Aqui começam os problemas: o que é que aconteceu na primeira fase? Atrasos indescritíveis, pessoas à espera durante meses a fio, pessoas que precisavam de dinheiro porque os seus rendimentos são poucos e que, vários meses depois, nos enviavam emails a pedir-nos ajuda para que estas situações fossem noticiadas para que a máquina do Estado ajudasse”, explica.

E reforça: “E isto vai acontecer de novo, embora o ritmo de pagamento destas verbas já tenha melhorado relativamente. Porque de repente é muita gente a afluir ao sistema. E o sistema não tem capacidade e entope, infelizmente”

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    Opinião

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