Opinião

"Joe Biden vem à Europa dizer que os EUA estão de volta"

Germano Almeida, especialista em política americana, analisa a visita do presidente norte-americano à Europa.

O especialista em política norte-americana Germano Almeida diz que Joe Biden vem à Europa "dizer que os EUA estão de volta".

Considera ainda que a visita vai servir para avisar Vladimir Putin de que os Estados Unidos deixaram de ter um Presidente "que lhe presta vassalagem para ter um líder que lhe diz na cara o que o Presidente russo precisa de saber".

"Estados Unidos e Europa têm propósito comum de, em nome das democracias, travar a ascensão de autocracias, como a China e a Rússia.

Sobre os Estados Unidos, o especialista diz que estudos recentes, no âmbito da visita de Biden, mostram que os europeus, embora entusiasmados e satisfeitos com o novo compromisso americano, estão desconfiados. Nesse sentido, é importante alianças estratégias, explica Germano Almeida.

O especialista considera ainda que o encontro de Biden com Vladimir Putin será arriscado. "Biden quer demarcar-se da vassalagem de Trump", afirma, acrescentando que os EUA querem relações "previsíveis e estáveis" com a Rússia.

O presidente norte-americano e o primeiro-ministro britânico estão juntos na Cornualha. Joe Biden e Boris Johnson deverão assinar a nova Carta do Atlântico, que tem por base a declaração conjunta feita por Winston Churchill e Franklin Roosevelt após a segunda guerra Mundial.

A cimeira do G7 irá discutir medidas para uma "recuperação económica mais justa, sustentável e inclusiva que responda aos desafios únicos" que se vivem atualmente, anunciou esta sexta-feira a presidência dos Estados Unidos.

O Presidente norte-americano e os líderes do G7 concordaram em continuar as suas políticas de apoio à economia global "enquanto for necessário" para criar uma recuperação "forte e equilibrada", de acordo com uma declaração da Casa Branca.