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ONU pede às autoridades ucranianas "investigação rigorosa" à morte do ativista Vitali Chychov

Um opositor do Governo bielorrusso foi encontrado, esta terça-feira, morto num parque em Kiev.

A ONU pede às autoridades ucranianas que realizem uma "investigação rigorosa" à morte do ativista Vitali Chychov encontrado, esta terç-feira, morto num parque em Kiev.

Vitali Chychov, de 26 anos, é líder da organização humanitária Casa da Bielorrússia na Ucrânia, e tinha sido dado como desaparecido na segunda-feira. Tinha saído para uma corrida, mas não regressou.

Um dos membros da ONG que ajuda quem fuge da Bielorrússia, porque diz estar a ser perseguido pelo Governo, defende que se está perante uma execução e que foram os agentes dos serviços especiais do Presidente bielorrusso, Lukashenko, que mataram Shyshov.

O ativista estava envolvido na preparação do aniversário das eleições, em agosto do ano passado, que deram a vitória a Alexander Lukashenko e que foram consideradas fraudulentas por quem tem vindo a protestar apesar das detenções.

A Polícia Nacional da Ucrânia abriu um inquérito e garante que verificará todas as possibilidades, incluindo a do suicídio.

A ONG de Vitaly Shishov explica que o ativista estava a viver na Ucrânia, desde o outono do ano passado, depois de ter participado em protestos antigovernamentais no sul da Bielorrússia.

O caso de Vitali Chychov surge pouco depois de um incidente nos Jogos Olímpicos de Tóquio com a velocista bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya, que disse ter sido forçada a retirar-se da competição e ameaçada de repatriação forçada por criticar a sua federação nos meios de comunicação social.

A atleta de 24 anos refugiou-se na embaixada da Polónia, da qual obteve um visto humanitário na segunda-feira.

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