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Israel diz que ainda não terminou a ofensiva contra o Hamas

Foram realizados mais de 600 bombardeamentos contra alvos em Gaza.

Ao quinto dia, foram convocados reservistas e reforçadas as tropas na fronteira da Faixa de Gaza e foram bombardeados os túneis usados pelo movimento palestiniano para atacar território israelita.

Com tropas reforçadas na fronteira, a artilharia israelita bombardeou nas últimas horas a Faixa de Gaza, mas a maioria dos bombardeamentos foram realizados pela Força Aérea judaica.Esta sexta-feira, os caças bombardearam o banco nacional.

Os pilotos dos F-16 apoiaram operações de destruição dos túneis e complexos militares subterrâneos usados pelo movimento palestiniano. Os centros de comando e de comunicações foram outros alvos dos raides que provocaram já mais de cem mortos.

As tropas israelitas destruiram dezenas de prédios residenciais que albergavam bases do Hamas. Centenas de famílias desalojadas foram obrigadas a procurar refúgio nas escolas das Nações Unidas.

Em retaliação, o Hamas vangloria-se pelo lançamento de mais de mil e oitocentos foguetes contra território israelita. A maioria dos projéteis foram intercetados pela Cúpula de Ferro, o sistema de anti-mísseis que protege o espaço aéreo israelita.

Em solidariedade com o Hamas, que controla politicamente a Faixa de Gaza, os palestinianos da Cisjordânia envolveram-se esta sexta-feira em confrontos com os soldados israelitas.

Durante a noite, nas cidades israelitas com população árabe, houve também violência e contestação.

Na origem da atual situação, está um primeiro ataque do Hamas contra Israel na passada segunda-feira. O ataque foi lançado em apoio aos protestos palestinianos pelo despejo de famílias árabes de Jerusalém leste e contra o policiamento da mesquita de Al-Aqsa, um dos lugares mais sagrados do Islão.