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Sindicatos gregos assinalam o Dia do Trabalhador com greves e manifestações

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Transportes públicos só vão estar a funcionar durante algumas horas e os meios de comunicação social e assessores de imprensa convocaram uma greve de 24 horas.

Os sindicatos gregos assinalam esta terça-feira com greves e manifestações o Primeiro de Maio, adiado por causa do fim de semana e pela Páscoa ortodoxa que se celebrou na segunda-feira.

Os transportes públicos só vão estar a funcionar durante algumas horas e os meios de comunicação social e assessores de imprensa convocaram uma greve de 24 horas.

As paralisações que começam hoje vão alargar-se a uma greve mais ampla na quinta-feira em protesto contra a reforma da legislação laboral que está a ser preparada pelo Governo do conservador Kyriakos Mitsotakis e que, entre outros aspetos, prevê aumentar o dia de trabalho a mais de oito horas, na condição de que se recuperem essas horas.

Os sindicatos dizem que a mudança da lei é "um novo golpe nos direitos laborais". Na quinta-feira, a greve vai mobilizar sobretudo o setor dos transportes, durante 24 horas.

O ministro do Trabalho e dos Assuntos Sociais, Kostis Jatzidakis, afirma que a alteração legislativa pretende fazer com que o patronato "não abuse dos empregados obrigando-os a trabalhar mais do que está estabelecido sem nenhuma compensação horária".

"A política, além das grandes palavras, deve ver os problemas reais dos trabalhadores. Oito horas, cinco dias por semana, 40 horas semanais, são direitos garantidos há muitos anos em todos os países europeus. Mesmo assim, em muitos casos o respeito pelo tempo de trabalho não está garantido", disse o ministro em comunicado, no sábado, quando se celebrou o Dia do Trabalhador.

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