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Espanhola fica sem a custódia dos filhos que teve aos 64 anos 

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Caso aconteceu em 2017 e decisão foi confirmada esta semana pelo Supremo Tribunal.

O Supremo Tribunal de Espanha considerou esta semana Mauricia Ibáñez incapaz de cuidar dos seus filhos gémeos. A espanhola deu que falar em 2017, quando engravidou aos 64 anos através de fertilização in vitro, feita nos Estados Unidos da América, tornando-se na mãe mais velha de Espanha.

Nesse mesmo ano, os serviços sociais espanhóis retiraram os gémeos à mãe, após concluírem que os recém-nascidos estavam numa "situação de privação".

Agora com 69 anos, a espanhola viu-lhe ser retirada a custódia do menino e da menina, de 4 anos, depois de, em 2014, também ter ficado sem a primeira filha, que teve aos 58 anos. O Supremo Tribunal confirmou esta semana a decisão de abril de 2020 de retirar os gémeos dos seus cuidados.

De acordo com o Nius, o tribunal concluiu que, na altura em que estavam aos cuidados da mãe, as crianças não tinham as "condições ideais" e que eram sujeitas a "uma situação óbvia de vulnerabilidade", devido à "incapacidade" da mulher em tomar conta dos filhos.

O tribunal garantiu ainda que a decisão foi baseada na opinião de especialistas e nada teve a ver com a idade ou saúde mental de Mauricia Ibáñez.

Em 2017, Mauricia Ibáñez acordou com os serviços sociais que iria contratar alguém para a ajudar a cuidar das crianças 24 horas por dia. Dez dias depois da mulher sair do hospital, onde esteve durante um mês após o parto, as autoridades espanholas concluíram que os gémeos estavam "em risco".

"Desde que regressou a casa, uma equipa multidisciplinar tem acompanhado o progresso de Ibáñez, e os relatórios concluem todos que os gémeos precisam de cuidados num ambiente diferente", disse um porta-voz dos serviços sociais de Burgos, na altura.

Desde 2017, as crianças estão a viver com uma família de acolhimento e são permitidas visitas ocasionais de Mauricia Ibáñez. Já a outra filha, Blanca, foi adotada e vive agora no Canadá.

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