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Transexuais concentram-se em Madrid e reclamam aprovação da lei

Paul White

Concentração faz parte das iniciativas marcadas para exigir a aprovação "sem desculpas" da norma que contempla a autodeterminação da identidade sexual.

Dezenas de pessoas concentraram-se este sábado em frente ao Ministério da Igualdade para exigir a aprovação urgente da lei transexual, convocada pela associação "Orgulho Crítico de Madrid", entre outras.

A concentração faz parte das iniciativas marcadas para exigir a aprovação "sem desculpas" da norma que contempla a autodeterminação da identidade sexual, sem "patologizações ou debates", como exigiram na sexta-feira na carta enviada à titular da pasta da Igualdade, Irene Huntsman.

Sob o slogan "Luta trans nas ruas", os manifestantes exigiram "o fim da opressão" contra os transexuais e anunciaram que "a resistência trans não vai descansar" até que seus direitos sejam conquistados.

Como explicou à Efe o presidente da Plataforma Trans, Mar Cambrollé, a manifestação pretende ainda denunciar "a intervenção do Ministério por parte do seu sócio maioritário (PSOE) que o impede de agir" e exigir que a lei seja apresentada em conjunto pelo Unidos Podemos como uma proposta de lei para que seja discutida no plenário do congresso.

"Não entendemos como o PSOE, que tem defendido os direitos LGTBI em Espanha, é quem está a colocar mais obstáculos com argumentos que poderiam ser considerados típicos de Bolsonaro ou Trump", denunciou Cambrollé, referindo-se às manifestações da primeira vice-presidente do Governo Carmen Calvo, entre outros, que qualificou de "absurdas".

A 4 de fevereiro, Calvo afirmou que a sua principal preocupação em relação ao direito trans é o conceito de escolher o género "sem mais do que mera vontade ou desejo", o que pode colocar em risco os critérios de identidade de 47 milhões de pessoas.

Cambrollé, por seu turno, anunciou que em 18 de março, numa manifestação a realizar na Porta do Sol, em Madrid, irá ser anunciada uma greve de fome por tempo indeterminado de uma centena de ativistas trans de todas as comunidades, que continuará até que a lei seja registada.

Os manifestantes pediram ainda que a lei englobe os direitos dos migrantes e dos precários.

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