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Violência contra mulheres. O protesto dos deputados espanhóis contra a proposta do Vox

Emilio Naranjo

Partido de extrema-direita apresentou uma proposta para alterar a lei da violência de género.

A proposta chama-se "violência doméstica". O Vox diz que o propósito é "corrigir os abusos da lei da violência de género". Por discordarem, os partidos de esquerda planearam uma resposta conjunta. Recusaram debater a proposta ao lerem todos o mesmo texto e uma lista com os nomes das 1.081 mulheres assassinadas em Espanha desde 2003.

A ação foi inspirada no próprio Vox, cujo líder usou a intervenção no debate da moção de censura em outubro para enumerar as vítimas mortais da ETA.

"Em memória das 1.081 mulheres assassinadas desde 2003 em Espanha, e em frente aos que tentam negar a realidade, queremos dizer alto e bom som que a violência tem género."

Foi assim que começou a resposta à proposta do Vox, pela voz de Mireia Vehí, deputada da CUP, que protagonizou a primeira das ovações.

O mesmo texto, com ligeiras alterações, foi lido várias vezes, até em galego e catalão, seguido pelos nomes das mulheres homenageadas, por representantes do EH Bildu, ERC, PNV, BNG, Compromís, PDeCAT, Junts, Unidas Podemos e PSOE.

O PP e o Ciudadanos não fizeram parte da leitura conjunta e responderam diretamente ao partido de extrema-direita, mas aplaudiram de pé durante mais de dois minutos, tal como todos os outros grupos parlamentares (à exceção do Vox), na última das intervenções.

A deputada do PP, Alicia García, disse que a proposta demonstra o "negacionismo da violência machista" por parte da extrema-direita.

O Vox falou em "mentiras do feminismo" para defender que as leis que existem contra a violência de género violam "direitos civis" e "discriminam os homens".

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