Mundo

Depois de denúncias de bullying, Ellen DeGeneres promete "novo capítulo" e pede desculpa 

A apresentadora de televisão norte-americana Ellen DeGeneres

Mario Anzuoni

Apresentadora norte-americana iniciou a nova temporada com um pedido de desculpa a todos os colaboradores afetados.

Começou esta segunda-feira a nova temporada do programa de Ellen DeGeneres, envolto em polémica por denúncias de um ambiente tóxico entre a apresentadora e os restantes membros da equipa. Nos primeiros minutos, Ellen fez questão de pedir desculpa, garantindo que algumas mudanças foram feitas para dar início a "um novo capítulo".

Três produtores saíram do programa em agosto, após uma investigação interna com origem em denúncias por bullying, racismo e má conduta sexual, avança a Reuters.

"Aprendi que acontecem aqui coisas que nunca deveriam ter acontecido", disse Ellen no monólogo de abertura da 18.ª temporada do seu programa. "Eu levo isto muito a sério e quero dizer que sinto muito pelas pessoas que foram afetadas", continuou.

"Fizemos as mudanças necessárias e hoje iniciamos um novo capítulo", acrescentou a apresentadora.

Durante o verão, surgiram vários relatos que retratavam um ambiente de trabalho hostil e que acabaram por minar a reputação do programa. Em julho, o site BuzzFeed publicou uma investigação baseada em depoimentos de ex-funcionários do programa, que relataram um ambiente de trabalho "tóxico".

Depois vieram as acusações diretas contra a apresentadora. "Eu conheço mais de um (trabalhador) que ela tratou de forma horrível", twittou o ator Brad Garrett, que participou do programa seis vezes.

Ellen DeGeneres, que não tinha falado publicamente desde o início da polémica, manifestou-se hoje.

"A verdade é que eu sou a pessoa que (o público) vê na televisão", alegando que não conseguia enganar a audiência ao longo de 17 anos.

"Eu também sou muitas outras coisas. Às vezes fico triste, fico chateada, fico ansiosa, fico frustrada, fico impaciente. E estou a trabalhar em tudo isso. Sou um trabalho em progresso.", admitiu a apresentadora.

Programa investigado por práticas abusivas aos funcionários