Mundo

Conferência de doadores para o Líbano marcada para as 12:00 de domingo

NABIL MOUNZER / Reuters

A videoconferência é coorganizada pela ONU e pela França para angariar donativos após a explosão em Beirute.

A videoconferência coorganizada pela ONU e pela França para angariar dinheiro para o Líbano, cuja capital Beirute foi devastada por uma explosão na terça-feira, está agendada para domingo, às 12:00, revelou hoje a presidência francesa.

A realização dessa vídeoconferência foi anunciada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, na quinta-feira, numa conferência de imprensa na capital do Líbano, onde se deslocou para prestar apoio e solidariedade.

Hoje, a presidência francesa anunciou que o encontro está marcado para as 12:00 de domingo, indicou a agência AFP.

"[A intenção passa por mobilizar] financiamento internacional, dos europeus, dos americanos, de todos os países da região, para fornecer medicamentos, cuidados de saúde e alimentos", sublinhou na quinta-feira o Presidente francês.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, num 'tweet' hoje publicado, falou sobre a videoconferência que junta "o presidente Macron, os líderes do Líbano e líderes de outros lugares do mundo" e defendeu que "todo mundo quer ajudar!", mencionando ainda ter falado com Macron a propósito da reunião.

Durante a visita à capital do Líbano, o presidente francês prometeu que o dinheiro não iria para a "corrupção" e, segundo uma fonte diplomática, citada pela AFP, que a ajuda vai ser concentrada nas necessidades de alimentos e infraestruturas.

O presidente libanês, Michel Aoun, na sexta-feira, rejeitou a realização de uma investigação internacional sobre a explosão no porto de Beirute, tendo admitido que possa ter sido causada por negligência ou por um míssil.

Mais de 60 pessoas continuam desaparecidas quatro dias após a explosão em Beirute

Na terça-feira, um incêndio num armazém onde 2.700 toneladas de nitrato de amónio estiveram armazenadas durante seis anos, no porto de Beirute, causou uma explosão que provocou 150 mortos, mais de 5.000 feridos, 60 desaparecidos e centenas de milhares de desabrigados, segundo o último relatório divulgado pelas autoridades.

Veja também: