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Johnson & Johnson condenada a pagar indemnização milionária a homem a quem cresceu o peito

Irvine, Califórnia

Mike Blake / Reuters

A empresa vai recorrer da decisão que considerou ser "incrivelmente desproporcional".

A empresa norte-americana Johnson & Johnson foi condenada a pagar uma indemnização de 8 mil milhões de dólares (cerca de 7.28 mil milhões de euros) a um homem, que diz não ter sido alertado que um antipsicótico podia levar do peito.

Os advogados de Nicholas Murray defenderam num tribunal em Filadélfia que a Farmacêutica Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, colocou "os lucros à frente dos pacientes" quando anunciou a risperidona, um antipsicótico aprovado para o tratamento de esquizofrenia e doença bipolar, assim como outras condições.

Segundo a BBC, em 2003, os médicos receitaram o medicamento a Nicholas, depois de ser diagnosticado com um transtorno do espectro autista. No processo apresentado em tribunal, o norte-americano, de 26 anos, diz que o medicamento levou ao crescimento do peito.

A empresa enfrenta agora uma série de queixas nos Estados Unidos da América por não ter alertado eficazmente para os efeitos secundários da resperidona.

O caso de Nicholas é apenas um de centenas que estão à espera de desfecho, mas a Johnson & Johnson já fez saber que vai recorrer da decisão do júri, que considerou ser "incrivelmente desproporcional"