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Casa Branca recusa-se a participar em investigação para destituição de Trump

Kevin Lamarque

Casa Branca alega que não tem legitimidade para tal.

A Casa Branca informou esta terça-feira o Congresso que se recusa a participar no inquérito em curso para um eventual processo de destituição do Presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, alegando que não tem legitimidade.

"Como não tem fundamento constitucional legítimo ou a menor aparência de imparcialidade (...), o poder executivo não pode ser obrigado a participar", escreveu Pat Cipollone, advogado e conselheiro da Casa Branca, numa carta enviada à presidente democrata da Câmara dos Representantes, Nancy Pellosi.

Entre as queixas do executivo, Cipollone destaca a falta de votação na Câmara dos Representantes para desencadear esse processo.

"Simplificando, [Nancy Pellosi] está a tentar cancelar os resultados das eleições de 2016 e privar os americanos do Presidente que eles escolheram livremente", escreveu, acrescentando, na carta de oito páginas, que "o Presidente deve liderar o país".

"Esperamos que, levando em conta as muitas deficiências que identificámos no seu processo, abandone os esforços em andamento para iniciar um processo de 'impeachment' e se junte ao Presidente para se concentrar nos muitos objetivos importantes para os americanos", acrescenta.

Hoje de manhã, o Presidente norte-americano proibiu o embaixador dos EUA na União Europeia de testemunhar perante as autoridades eleitas, descrevendo as audiências organizadas pela oposição no Congresso sobre o caso "tribunal falso" da Ucrânia.

Lusa

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