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UE pede investigação à morte de militar sob custódia do Governo venezuelano

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Militar havia sido detido no passado dia 21 de junho.

A União Europeia pediu no domingo uma investigação independente à morte do militar venezuelano Rafael Acosta Arévalo, que se encontrava sob custódia do Governo de Caracas, que considera ilustrar "a natureza arbitrária do sistema judicial do país".

"A morte do capitão do exército Rafael Acosta Arévalo, sob custódia das forças de segurança venezuelanas, é outro exemplo gritante da natureza arbitrária do sistema judicial no país e da falta de garantias e direitos daqueles que estão detidos", lê-se num comunicado divulgado no domingo pela porta-voz de Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia.

A UE defende que a morte de Acosta "não pode passar despercebida" e que os responsáveis não podem ficar impunes. "É necessária uma investigação completa e independente para que os autores sejam responsabilizados", acrescenta a mesma nota.

A União Europeia também expressou "profundas condolências à família e amigos" do soldado e manifestou apoio ao Alto Comissariado das ONU para os Direitos Humanos "para garantir que os direitos humanos de todos os venezuelanos são assegurados".

A morte de Rafael Acosta Arévalo desencadeou novas denúncias contra o Presidente Nicolás Maduro, dentro e fora do país, após suspeitas de que o militar terá sido assassinado.

De acordo com a imprensa venezuelana, o militar foi detido no passado dia 21 de junho por elementos da Direção-Geral de Estratégia Militar (DGCIM), sem que tenham sido divulgados os motivos da detenção.

Segundo os advogados de defesa e a oposição venezuelana, o soldado foi torturado até à morte e a última vez que foi visto vivo, na passada sexta-feira, em tribunal, não conseguia falar ou levantar-se.

Lusa