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Advogada denuncia que militar venezuelano morreu na sequência de torturas

"Chegou ao tribunal em cadeira de rodas, apresentando graves sinais de torturas".

A advogada e defensora dos Direitos Humanos, Tamara Suju, denunciou a morte de um militar venezuelano na sequência de alegadas torturas na Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM).

"A DGCIM assassinou, à base de torturas, o capitão de corveta Rafael Acosta Arévalo, detido em 26 de junho. Ontem (sexta-feira) chegou ao tribunal em cadeira de rodas, apresentando graves sinais de torturas. Não falava, apenas pedia auxílio ao seu advogado", escreveu na sua conta de Twitter.

Segundo Tamara Suju, durante a sessão em tribunal a vítima "não entendia nem ouvia bem".

"Pediram que se levantasse, mas não se podia mexer. O juiz ordenou fosse levado ao hospital e faleceu hoje pelas 01.00 (horas locais, 06:00 horas em Lisboa)", precisou.

Numa outra mensagem, a advogada responsabiliza "Nicolás Maduro, Iván Hernández Dala (militar) e toda a estrutura repressiva pelo assassinato, pelas torturas ao capitão" e anuncia que vai "levar pessoalmente este caso ao Tribunal Penal Internacional".

O líder opositor Juan Guaidó já lamentou a morte do capitão Rafael Acosta Arévalo.

"Família militar: não estão sozinhos, haverá justiça. À ditadura assassina, criminosa e torturadora, isto não ficará assim. Homens e mulheres das Forças Armadas, sabem o que têm que fazer para salvar a pátria e a instituição militar: expulsar os invasores cubanos e defender a Constituição", escreveu no Twitter.

Em 13 de junho, a ONG Foro Penal Venezuelana registava 773 presos políticos na Venezuela, dos quais 667 são civis e 196 militares, 772 são adultos e um adolescente (com menos de 18 anos), 717 são homens e 56 são mulheres.

Lusa