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"Não foram cumpridos todos os requisitos" na nomeção de Centeno para o BdP

João Cotrim Figueiredo, deputado da Iniciativa Liberal, justificou a providência cautelar do partido à nomeação do ex-ministro das Finanças.

A Iniciativa Liberal anunciou durante a audição do ex-ministro das Finanças, Mário Centeno, que irá avançar com uma providência cautelar, de forma a impedir a nomeação de Centeno para o cargo de governador do Banco de Portugal.

João Cotrim Figueiredo, deputado do partido, justificou a decisão com o facto de não serem cumpridos parâmetros como a "independência, idoneidade e ausência de conflitos de interesse" no "processo de nomeação". e deste modo que seja "suspenso"

Deste modo o partido pretende que um "tribunal determine se o processo deve ser suspenso".

Centeno ouvido no parlamento esta quarta-feira

O ex-ministro das Finanças Mário Centeno é hoje ouvido no Parlamento a propósito da sua designação pelo Governo para governador do Banco de Portugal, sucedendo a Carlos Costa, que está em funções há 10 anos.

A escolha de Centeno para o cargo foi polémica, pelo facto de este responsável passar quase diretamente do Ministério das Finanças (onde foi ministro até junho) para o Banco de Portugal e, em 9 de junho, ter sido mesmo aprovado no Parlamento, na generalidade, um projeto do PAN que estabelecia um período de nojo de cinco anos entre o exercício de funções governativas na área das Finanças e o desempenho do cargo de governador.

Contudo, em 17 de junho a esquerda parlamentar (PCP e BE, sendo já sabido que PS era contra) demarcou-se da intenção do PAN de estabelecer esse período de nojo e, em 25 de junho, o Parlamento suspendeu por quatro semanas a apreciação na especialidade do projeto do PAN até chegar o parecer pedido ao Banco Central Europeu (BCE).

No mesmo dia, o primeiro-ministro, António costa, escreveu ao presidente da Assembleia da República a comunicar a proposta do Governo para nomear o ex-ministro das Finanças Mário Centeno para o cargo de governador do Banco de Portugal.

CHEGA AO FIM SEGUNDO MANDATO DE CARLOS COSTA

Carlos Costa termina hoje (8 de julho) formalmente o segundo mandato como governador do Banco de Portugal, mas irá manter-se em funções até à tomada de posse do sucessor. Mário Centeno nasceu no Algarve em 1966 e licenciou-se em economia no ISEG, em Lisboa (onde chegou a professor catedrático)