Web Summit

Como vai funcionar este ano a Web Summit? 

Pedro Nunes

Devido à pandemia, o evento tecnológico vai ser feito online.

A edição deste ano da Web Summit vai acontecer exclusivamente online, devido à pandemia do novo coronavírus, entre os dias 2 e 4 de dezembro.

Através de um smartphone, computador ou tablet, as pessoas que compraram bilhete para a 5.ª edição do evento tecnológico vão ter acesso a mais de 100 horas de conversas, aulas dadas por especialistas nas mais diversas áreas e palestras de mais de 800 oradores. Conta com mais de 2.500 startups, 1.250 investidores, 150 países e mais de 2.500 jornalistas.

A cimeira será dividida entre diversos canais, que seriam os palcos das edições anteriores.

Uma das novidades deste ano é a criação de um "palco" dedicado exclusivamente a oradores portugueses.

MIGUEL A. LOPES

Como vai funcionar a Web Summit este ano?

A Web Summit estará disponível através das aplicações do evento para smartphones, computadores ou tablets.

Para quem comprou bilhetes, as aplicações darão acesso aos cinco palcos – Principal, Criadores, Sociedade, Empreendedores e Portugal -, onde serão emitidas palestras de diferentes oradores. Será possível também assistir a aulas dadas por especialistas, conferências de imprensa, sessões de perguntas e respostas, "roundtables", palestras sobre as experiências dos oradores e "roundtables" de startups.

Mais de 800 oradores de todo o mundo vão participar na edição deste ano da Web Summit, incluindo o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ou o fundador do Zoom, Eric Yuan.

SIC Notícias transmite palestras do palco principal

Ao longo dos três dias, o site da SIC Notícias terá uma emissão do palco principal, onde poderá ver as palestras que começam no dia 2 de dezembro, às 12:00.

A cerimónia de abertura conta o discurso do CEO da Web Summit, Paddy Cosgrave, do primeiro-ministro António Costa e do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina. Logo depois, é a vez da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, falar sobre "Uma Europa para todos".

Por este palco, vão passar nomes como Anthony Scaramucci, fundador da Sky Bridge Capital, que passou brevemente pela Casa Branca como diretor de Comunicação, Juan da Antonio, CEO da Cabify, Pascal Saint-Amans, o responsável da OCDE, Siyabulela Mandela, ativista pelos direitos humanos, Liang Hua, presidente da Huawei, líderes mundiais, eurodeputados, autarcas, músicos, jornalistas, atores, atletas, entre muitos outros.

A Web Summit termina no dia 4 de dezembro, com o discurso habitual do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Os custos do evento com "sabor a português"

Paddy Cosgrave adiantou que os custos desta edição estiveram à volta dos 20 milhões de euros, sublinhando que "o verdadeiro custo é o tempo e o esforço e o número de engenheiros interna e externamente que levaram nove meses a construir a plataforma" online.

Numa entrevista à agência Lusa, o CEO da Web Summit disse que 250 pessoas estiveram envolvidas no processo e que, nas últimas semanas, tem havido filmagens em Portugal.

"Grande parte das filmagens foi feita em Portugal e o evento terá um sabor português", disse.

RODRIGO ANTUNES

"Alocámos 50 mil bilhetes para estudantes"

Paddy Cosgrave revelou que a organização ofereceu 50 mil bilhetes a estudantes em universidades e faculdades em Portugal, para edição deste ano.

Na entrevista à Lusa, o cofundador e CEO da Web Summit disse esperar cerca de 100 mil participantes na edição deste ano e destacou a oferta de 500 mil bilhetes a estudantes.

No passado, "o máximo que tivemos foram cerca de quatro mil" bilhetes e mesmo estes participantes (estudantes) "não conseguiram participar adequadamente na Web Summit", prosseguiu. Mas agora, com a edição deste ano, "pela primeira vez, estes estudantes serão capazes de interagir com todos", salientou.

WEB SUMMIT COM EDIÇÃO HÍBRIDA NO PRÓXIMO ANO

Para o próximo ano, a Web Summit terá uma edição híbrida - 'online' e física.

"Acho que é uma ótima solução a curto prazo devido à falta de espaço. Não conseguimos tornar a Web Summit maior nos últimos dois anos, estamos à espera que o recinto dobre de tamanho", prosseguiu o cofundador. "Por isso, teremos um evento híbrido no próximo ano com 70.000 a vir a Lisboa" e expectativa "de muito mais 'online'", salientou.

Para Paddy Cosgrave, o próximo grande desafio será trazer "100.000 pessoas a Lisboa", o que será "fantástico", mas que só acontecerá "em 2022 ou 2023".