Os números da Covid-19

Covid-19: morreram 8 pessoas em Portugal nas últimas 24 horas e há mais 930 casos

Horacio Villalobos

O último balanço da Direção-Geral da Saúde.

Portugal contabiliza esta sexta-feira mais 8 mortes e 930 novos casos de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os oito óbitos foram registados nas regiões de Lisboa (1), Norte (2), Centro (2), Alentejo (2) e Algarve (1). Quatro das vítimas mortais tinham mais de 80 anos e outras quatro entre os 70 e os 79.

Entre as novas infeções destaca-se a faixa etária dos 30 aos 39 (mais 141), seguida dos 20 aos 29 anos (mais 138), dos 40 aos 49 anos (mais 131), dos 50 aos 59 anos (mais 120), dos 0 aos 9 anos (mais 94), dos 10 aos 19 (mais 91), dos 60 aos 69 anos (mais 83), dos mais de 80 anos (mais 71) e dos 70 aos 79 anos (mais 61).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 18.125 mortes e 1 083 651 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 30 805 casos, mais 244 em relação a ontem.

O boletim da DGS revela que estão internados 284 doentes, menos 4 do que na quinta-feira. Nos cuidados intensivos estão 60 doentes, mais 2.

Os dados indicam ainda que mais 678 doentes foram dados como recuperados, fazendo subir para 1 034 721 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 20 931 contactos, mais 354 relativamente a ontem.

Taxa de incidência sobe e índice de transmissibilidade mantém-se

A taxa de incidência de infeções com SARS-CoV-2 nos últimos 14 dias a nível nacional continua a subir, situando-se hoje nos 86,1 casos por 100 mil habitantes enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) se manteve em 1,02.

Segundo o boletim epidemiológico conjunto da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, a nível nacional a taxa de incidência subiu de 84,4 para 86,1.

Em Portugal continental, este indicador registou também uma pequena subida passando dos 84,8 para 86,5 casos por 100 mil habitantes.

O Rt - que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus - tem um valor igual ao de quarta-feira, 1,02 a nível nacional e em Portugal continental.

Os dados do Rt e da incidência de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias - indicadores que compõem a matriz de risco de acompanhamento da pandemia - são atualizados pelas autoridades de saúde à segunda-feira, à quarta-feira e à sexta-feira.

Os casos por regiões

A região de Lisboa e Vale do Tejo e a região Norte concentram cerca de 64,5% por cento das infeções assinaladas nas últimas 24 horas.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 377 novas infeções, contabilizando-se até agora nesta área geográfica 418.519 casos e 7.713 mortos.

A região Norte registou 223 novas infeções por SARS-CoV-2, totalizando 414.422 casos de infeção e 5.591 óbitos desde o início da crise pandémica.

Na região Centro registaram-se mais 186 casos, perfazendo 145.457 infeções e 3.176 mortos.

No Alentejo foram assinalados 53 novos casos de infeção, totalizando 39.943 contágios e 1.051 mortos desde o início da pandemia.

Na região do Algarve, o boletim de hoje da DGS contabiliza 52 novos casos, acumulando-se 43.572 contágios pelo SARS-CoV-2 e 477 óbitos.

A região Autónoma da Madeira contabilizou 22 novos casos, somando 12.525 infeções e 73 mortes devido à doença covid-19 desde março de 2020.

Nas últimas 24 horas, e segundo a DGS, os Açores registaram 17 novos casos, o que eleva para 9.213 contágios desde o início da pandemia e 44 mortes devido à doença.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

Marta Temido diz que se está a estudar nova sublinhagem da variante Delta

A ministra da Saúde, Marta Temido, diz que Portugal está a acompanhar e a estudar a nova sublinhagem da variante Delta, e alerta para o facto de a pandemia ainda não ter acabado e para a necessidade de manter "o estado de atenção".

"Face à nossa taxa de vacinação, sabemos que somos um país que está relativamente bem protegido, mas, nunca é demais referir que a necessidade de manutenção das medidas de saúde pública é a nossa principal salvaguarda face a estas eventuais evoluções das variantes. Estamos agora numa fase de vacinação dos mais vulneráveis. A pandemia não acabou, e, portanto, temos de manter 'estado de atenção'", diz Marta Temido.

Veja também: