Os números da Covid-19

Portugal com mais 14 mortes e 2.595 casos de covid-19 em 24 horas

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O último balanço da Direção-Geral da Saúde.

Portugal contabiliza esta sexta-feira mais 9 mortes e 2.595 novos casos de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 17.344 mortes e 966.041 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 50.811 casos, menos 750 em relação ao dia anterior.

O boletim da DGS revela que estão internados 924 doentes, menos 30 do que ontem.

Nos cuidados intensivos estão 199 doentes.

Os dados indicam ainda que mais 3.331 foram dados como recuperados, fazendo subir para 897.886 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 78.737 contactos, mais 410 relativamente ao dia anterior.

TAXA DE INCIDÊNCIA E ÍNDICE DE TRANSMISSIBILIDADE

A taxa de incidência nacional desceu de 428,3 para 419,2 casos de infeção por 100 000 habitantes. No continente manteve-se nos 439,3 casos de infeção por 100 000 habitantes.

O R(t) nacional voltou a descer - tanto a nível nacional como no continente - 1,01 para 0,98.

Os dados dos índices R(t) e da incidência são atualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

Novos casos por região e faixa etária

A área de Lisboa e Vale do Tejo com 913 casos e a região Norte com 950 têm 71,7% do total das novas infeções verificadas nas últimas 24 horas.

Na região Centro registaram-se mais 289 casos, no Alentejo foram assinalados mais 130 casos, na região do Algarve o boletim revela que foram registados 234 novos casos.

A região Autónoma da Madeira registou 23 casos e os Açores têm hoje 56 novos casos. As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

Relativamente ao total de 2.595 infeções nas últimas 24 horas, o boletim revela que 226 têm entre os 0 e os 9 anos, 441 entre os 10 e os 19 anos, 642 entre os 20 e os 29 anos, 443 entre os 30 e os 39 anos, 342 entre os 40 e os 49 anos, 210 entre os 50 e os 59 anos, 135 entre os 60 e os 69 anos, 80 entre os 70 e os 79 anos e 74 com mais de 80 anos.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 443.440 homens e 521.945 mulheres, mostram os dados da DGS, segundo os quais há 656 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Óbitos por região e faixa etária

As 14 mortes ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo (4), na região Norte (5), na região Centro (1) na região do Alentejo (2) e na região do Algarve (2).

No que respeita às faixas etárias, oito das vítimas mortais tinham mais de 80 anos, três entre os 70 e os 79, duas entre os 60 e os 69, e uma entre os 40 e os 49 anos.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos. Do total de mortes, 11.348 eram pessoas com mais de 80 anos, 3.714 com idades entre os 70 e os 79 anos, e 1.575 tinham entre os 60 e os 69 anos.

Do total de vítimas mortais, 9.101 eram homens e 8.243 mulheres.

Vacinados infetados transmitem a variante Delta tanto quanto os não vacinados

As pessoas vacinadas e infetadas com a variante Delta podem transmitir o vírus com a mesma rapidez do que as pessoas não vacinadas. Esta é uma das conclusões de um estudo do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

De acordo com o New York Times, que teve acesso ao documento, independentemente de estarem ou não vacinados, os infetados com a variante Delta carregam uma quantidade do vírus no nariz e na garganta dez vezes superior à dos infetados com a variante Alfa, também ela muito contagiosa.

KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRA

A investigação revela ainda que a variante inicialmente detetada na Índia é tão contagiosa quanto a varicela e tem uma maior capacidade de romper a proteção conferida pela vacina. Esta mutação pode ainda causar complicações de saúde mais graves.

Para a agência norte-americana o próximo passo é reconhecer que a guerra mudou. Ainda assim, os investigadores continuam a acreditar na eficácia das vacinas na prevenção dos efeitos mais graves da doença, como os internamentos e a morte.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global