A vacinação em Portugal e no Mundo

Covid-19. Estudo revela nível elevado de anticorpos seis meses depois da vacina

Amostra constituída por 86 profissionais de saúde, com idades compreendidas entres os 30 e 50 anos.

Desde janeiro, o Centro de Estudos de Doenças Crónicas, da Universidade Nova de Lisboa, acompanha a resposta à vacina contra a covid-19. Seis meses depois os resultados são positivos. Apenas um dos 86 profissionias de saúde em estudo apresentou nível médio de anticorpos. Todos os outros apresentaram níveis de anticorpos elevados.

O Professor José Alves, Diretor de Serviço de Medicina Interna do Hospital Fernando Fonseca, explica que "no estudo os anticorpos começaram a subir um mês depois da vacina, chegaram ao pico aos três meses, e agora, que já passaram seis meses depois da vacina, estão a descer. Mas esse resultado é normal, é esperado quando há uma vacina. Os anticorpos sobem e ao fim de algum tempo descem."

A análise, do Centro de Estudos de Doenças Crónicas, na Universidade Nova de Lisboa, lembra que os profissionais de saúde têm entre 30 e 50 anos. Só seis têm mais de 50. Quer isto dizer que não há conclusões sobre as faixas etárias com idades mais elevadas.

"Do ponto de vista formal não temos dados para os mais velhos nem para os mais novos. Mas isso não quer dizer que os mais velhos e os mais novos não possam ter esta resposta. Provavelmente não vai ser muito longe disto. É preciso ter a noção da frieza dos números outra é a interpretação global", explica o Professor.

O estudo ressalva ainda que só mediu a produção de anticorpos, que é uma das respostas imunitárias, e que nesta altuta ainda não se sabe o limiar de proteção.

"A resposta imunológica contra este vírus tem componentes que nós não estamos a medir com este estudo e que na maior parte das vezes não se mede. Dito de outra maneira, ter os anticorpos elevados é bom. Mas ter os anticorpos mais baixos não quer dizer que não temos defesa nenhuma", salienta o Professor José Alves.

Resultados que estão em linha com outros grupos de investigação. A colaboração com os profissionais de saúde do Hospital Fernando da Fonseca continua pelo menos até ano e meio após a segunda dose da vacina.

Em contrapartida, um estudo britânico avançado esta quarta-feira conclui que a proteção contra o novo coronavírus, conferida pelas farmacêuticas BioNTech/Pfizer e AstraZeneca/Oxford, diminui significativamente após seis meses da inoculação.

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