Tragédia em Pedrógão Grande

Reconstrução das casas de Pedrógão Grande. Testemunha diz ter provas que não entregou à PJ

Julgamento prosseguiu esta quinta-feira.

O julgamento dos crimes relacionados com a reconstrução das casas de Pedrógão Grande prosseguiu esta quinta-feira com uma das principais testemunhas da acusação a revelar ter na sua posse alegadas provas que não entregou à Polícia Judiciária.

O ex-presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, confirmou durante a audiência, que detetou alterações alegadamente irregulares ao levantamento das casas destruídas pelo fogo feito por aquele organismo.

Algumas dessas alterações justificavam-se, mas outras, na opinião da testemunha, alteraram a verdade. Ou seja, algumas habitações classificadas como devolutas ou em ruínas pelos técnicos foram posteriormente requalificadas como habitações permanentes ou segundas habitações.

Apesar de ser um dos principais denunciantes deste caso, Victor Reis acabou por causar algum embaraço ao Ministério Público quando revelou ter na sua posse ficheiros informáticos sobre estes casos que nunca entregou à Polícia Judiciária. Quando questionada pelos advogados de defesa, a testemunha revelou sempre alguma dificuldade em explicar como foram apuradas as informações no terreno que deram origem ao primeiro levantamento dos prejuízos dos incêndios.

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, é um dos 28 arguidos acusados de crimes relacionados com a reconstrução das habitações atingidas pelo trágico incêndio.

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