Tira-Teimas

Quando é que o pontapé livre é indireto?

Duarte Gomes

Duarte Gomes

Comentador SIC Notícias

Inês M. Borges

Inês M. Borges

Designer Gráfica e Multimédia

A Lei 12, que regula todas as questões relacionadas com "Faltas e Incorreções", também se refere a estes recomeços de jogo, dividindo-os em diretos e indiretos.

O pontapé livre tem, só por si, direito a uma lei própria, a Lei 13 (já analisado nesta rubrica - ver abaixo).

Mas a Lei 12, a que regula todas as questões relacionadas com "Faltas e Incorreções", também se refere a estes recomeços de jogo, dividindo-os em diretos e indiretos.

Os que tratamos nesta rubrica (indiretos) têm duas particularidades muito distintas:

- A primeira é que da sua execução nunca pode resultar um golo diretamente marcado na baliza adversária (nem na própria);

- A segunda é que a infração que o ocasionou pressupõe que não houve contacto físico entre jogadores de equipas diferentes.

Quando um jogador joga de forma perigosa (ou seja, quando pratica jogo perigoso ativo), está a colocar em risco a integridade física do seu adversário, embora não toque nele: o "pé em riste" ou o "pontapé de bicicleta" são exemplos de lances em que o pé pode levantar em demasia, com risco claro de atingir o opositor que queira disputar o lance nesse momento.

Muitas vezes, é o próprio atleta quem tem que recuar (ou abdicar da jogada) para não ser atingido. Isso é falta, sancionada com pontapé livre indireto.

Se essas ações implicarem contacto físico, o jogo tem que recomeçar com pontapé livre direto (ou com pontapé de penálti, se cometidas dentro da área defensiva do infrator).

Acontece o mesmo com a "obstrução ilegal", sancionada com pontapé livre indireto: não há contacto físico com o adversário, há apenas um tentativa ilegal de impedir que ele possa chegar à bola, colocando o corpo pelo meio. Fazendo uma espécie de bloqueio, para o travar, abrandar a corrida ou forçá-lo a mudar de trajetória.

Claro que se essa obstrução implicar "corpo a corpo", a regra é a mesma: o lance passa a ser punido com pontapé livre direto (ou pontapé de penálti).

O que importa reter é que este tipo de infrações técnicas são consideradas "leves" precisamente porque, não havendo contacto entre jogadores, não implicam riscos reais de lesão. Daí que nunca possam resultar em golo diretamente.

Por oposição a estas, as que são passíveis de pontapé livre direto (ou de penálti) pressupõem quase sempre (mas não sempre) contacto com adversários, sendo essa a razão pela qual são consideradas "graves". Dos respetivos recomeços podem resultar golos diretamente marcados na baliza adversária.

Nota final - Se na execução de um pontapé livre indireto, a bola desviar/ressaltar num qualquer jogador antes de entrar na baliza da equipa adversária, o golo deve ser validado.


Por exemplo, se o guarda-redes esboçar a defesa e tocar ao de leve na bola, nada a fazer. Golo legal.

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