Tira-Teimas

A falta grosseira e a conduta violenta em campo

Duarte Gomes

Duarte Gomes

Comentador SIC Notícias

Inês M. Borges

Inês M. Borges

Designer Gráfica e Multimédia

A falta grosseira e a conduta violenta estão previstas na Lei 12, que rege a questão relativa às "Faltas e Incorreções". 

Estas duas situações de jogo têm um ponto em comum: em termos disciplinares, o infrator é sempre punido com cartão vermelho direto (ordem de expulsão).

A diferença substancial é que, na falta grosseira, é obrigatório que o jogo esteja a decorrer e que a falta grave seja cometida dentro do terreno, sobre um adversário, na disputa pela bola.

O mesmo já não acontece com a conduta violenta, que é basicamente uma agressão: pode ocorrer com o jogo a decorrer (ou não), pode ser cometida dentro ou fora do terreno, sobre um adversário (ou não) e a bola pode (ou não) estar em disputa. Exemplos típicos de condutas violentas são as cotoveladas deliberadas para atingir os adversários, os socos, cabeçadas ou pontapés ostensivos.

Para um jogador ser expulso por falta grosseira, ele tem que efetuar um tacle ou uma entrada com força excessiva ou com brutalidade ou, pelo menos, uma que coloque em risco evidente a integridade física do seu oponente.

As entradas mais duras são permitidas se cometidas com uma força proporcional ao que a jogada exige ou se não perigarem claramente a saúde física do adversário. Cabe ao árbitro interpretar se a infração foi apenas imprudente (a mais leve, apenas punida com pontapé-livre mas sem cartão), negligente (mais arriscada, punida com advertência) ou se teve a tal força excessiva (punida com cartão vermelho).

Quanto à conduta violenta, a agressão, tem uma particularidade importante, que não acontece com a falta grosseira: a mera tentativa é punida do mesmo modo, quer técnica quer disciplinarmente. Ou seja, tentar dar um soco, cabecada, cotovelada ou pontapé e falhar, é sempre passível de expulsão.

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    Duarte Gomes