Orçamento do Estado

Défice das contas públicas no valor mais alto dos últimos 17 anos

David Alves

David Alves

Editor de Imagem

O ministro das Finanças diz que o próximo ano será de crescimento.

O Presidente da República promulgou o Orçamento do Estado para 2021, mas não sem fazer alguns reparos ao documento. Entretanto, sabe-se que o défice de 2020 vai ser o maior dos últimos 17 anos.

"Este é um bom Orçamento, o Orçamento que Portugal precisa para conseguir superar esta crise."

Desde que apresentou o orçamento, João Leão repete a mensagem. Mas, mesmo assim, não convence o Presidente da República.

"Primeiro podia ter-se ido um pouco mais longe em termos de ênfase social, segundo as empresas andam de Orçamento para Orçamento a querer algumas pretensões satisfeitas não foi ainda que algumas pretensões no plano dos impostos, nomeadamente no plano de outro tipo de incentivos à iniciativa privada apareceram.", respondeu Marcelo, que explica que apesar destas limitações, é importante ter o Orçamento em vigor a 1 de janeiro.

O Presidente decidiu promulga-lo atendendo à urgência do combate à pandemia e ao aproveitamento dos fundos europeus. Apesar das críticas, o ministro está confiante.

"O surgimento com sucesso das vacinas para a covid-19 permitem antecipar uma evolução favorável da pandemia ao longo do próximo ano o que cria as condições para uma forte recuperação da economia em 2021."

E a recuperação terá mesmo de ser forte, já que o défice de 2020 vai o maior desde 2003. Nem nos tempos da troika e do resgate financeiro as contas públicas derraparam tanto. Até novembro deste ano o défice era de quase 9 mil milhões de euros, mas o Ministério das Finanças prevê que no final de dezembro o desequilíbrio seja ainda maior, chegando a um recorde de 13,8 mil milhões de euros.