Luanda Leaks

EuroBic nunca alertou autoridades sobre transferências suspeitas

Exclusivo SIC

EuroBic nunca alertou autoridades sobre transferências suspeitas

Extrato bancário da conta da Sonangol no EuroBic, em Lisboa, é um dos documentos que constam da Luanda Leaks.

O EuroBic nunca alertou a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária sobre movimentos bancários suspeitos. A lei de prevenção de branqueamento de capitais obriga as entidades bancárias a fazê-lo, mas, o antigo BPN, de onde saíram 115 milhões da Sonangol para o Dubai, não o fez.

CONSTITUÍDA ARGUIDA EM ANGOLA

A empresária angolana foi constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem pela petrolífera estatal Sonangol, anunciou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral da República de Angola. O anúncio foi feito pelo procurador-geral, Heldér Pitta Grós.

LUANDA LEAKS: A INVESTIGAÇÃO

A decisão surge na sequência de uma investigação levada a cabo pelo Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação, intitulada de Luanda Leaks, a maior investigação jornalística alguma vez feita aos negócios da empresária angolana Isabel dos Santos. Mais de 715 mil documentos foram analisados por 120 jornalistas dos maiores órgãos de comunicação social de todo o mundo começaram a ser divulgados.

O Expresso e a SIC associaram-se a este consórcio internacional e revelam como a filha do antigo Presidente de Angola fez chegar pelo menos 115 milhões de dólares dos cofres da Sonangol a uma sociedade do Dubai, controlada por pessoas próximas. Todas elas portuguesas.