George Floyd

George Floyd. Defesa de Derek Chauvin pede novo julgamento

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Por alegada “má conduta” dos procuradores e do júri.

A defesa do polícia norte-americano condenado pela morte de George Floyd pede um novo julgamento, alegando que o anterior não foi justo. Os advogados de Derek Chauvin não têm dúvidas de que houve "má conduta" dos procuradores e do júri que decidiu o caso.

Consideram ainda que os juízes se sentiram ameaçados e intimidados e que se deixaram influenciar pelo facto de Floyd ser afro-americano.

Agente considerado culpado da morte de George Floyd

No mês passado, o júri decidiu por unanimidade que o ex-polícia foi culpado de todas as acusações de homicídio de que era alvo. Sob a legislação estadual, apenas pode ser condenado pela mais séria das três, a de homicídio involuntário em segundo grau.

Sob as orientações do Estado do Minnesota, uma sentença por homicídio involuntário em segundo grau aplicada a alguém sem cadastro, como Chauvin, seria de 12 anos e seis meses. Mas a sentença pode situar-se algures entre um mínimo de 10 anos e oito meses e 15 anos, continuando dentro do intervalo admitido.

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O caso George Floyd

A morte de George Floyd, aos 46 anos, aconteceu em 25 de maio de 2020, na sequência da sua detenção pela polícia de Minneapolis por suspeita de tentar pagar a conta do supermercado com uma nota falsa de 20 dólares (cerca de 16 euros). A morte foi filmada em vídeo por transeuntes e divulgada nas redes sociais, sendo que o vídeo mostra Floyd a ser retirado do carro onde seguia sem resistir à polícia.

Um polícia colocou o joelho no pescoço de Floyd e pressionou-o durante quase nove minutos. No vídeo é possível ouvir-se Floyd a dizer ao polícia que não consegue respirar e a sua morte torna-se inevitável pouco depois.