George Floyd

George Floyd morreu por estrangulamento, revela autópsia

Terray Sylvester

Família pediu uma autópsia independente depois de divulgados os resultados da oficial, que terá revelado a presença de elementos tóxicos no organismo de Floyd.

Dois médicos, que realizaram uma autópsia independente a George Floyd, disseram esta segunda-feira que a causa da morte foi "asfixia" e que sua morte constituiu um homicídio.

O médico Michael Baden, um dos que realizou a autópsia a pedido da família de Floyd, disse, durante uma conferência de imprensa em Minneapolis, que o afro-americano não tinha condições médicas subjacentes que tivessem contribuído para a sua morte.

Baden revelou ainda que a morte de Floyd foi causada pela pressão no pescoço e pelos joelhos de dois polícias nas costas.

A conclusão da autópsia independente contradiz o primeiro relatório, que apontou para a morte devido a um conjunto de fatores, como o facto de Floyd ter estado imobilizado, associado a problemas de saúde da vítima e a potenciais elementos tóxicos no organismo. Nesta autópsia não foram encontradas evidências físicas que "sustentem um diagnóstico de asfixia traumática ou estrangulamento".

O advogado da família, Ben Crump, pediu que a acusação de homicídio em terceiro grau contra o agente Derek Chauvin fosse agravada para homicídio em primeiro grau e que três outros agentes fossem acusados.

Polícias ajoelham-se em apelo ao fim da violência

Um grupo de polícias da Flórida condenou o ato do polícia de Minneapolis. Vários agentes ajoelharam-se com manifestantes, num apelo ao fim da violência e num gesto de solidariedade para com George Floyd.

A MORTE DE GEORGE FLOYD

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu na noite de dia 25 de maio, em Minneapolis, após uma intervenção policial violenta, cujas imagens foram divulgadas na internet.

Floyd foi detido por suspeita de ter tentado pagar com uma nota falsa de 20 dólares num supermercado. Num vídeo filmado por transeuntes e divulgado nas redes sociais, é possível ver um dos agentes pressionar o pescoço de Floyd com o joelho durante vários minutos.

No mesmo vídeo, vê-se Floyd a dizer ao polícia que não consegue respirar. Desde então, várias cidades norte-americanas, incluindo Washington e Nova Iorque, têm sido palco de manifestações, com os protestos a resultarem frequentemente em confrontos com a polícia, tendo ocorrido pelo menos três mortes

O agente que se ajoelhou no pescoço de Floyd, Derek Chauvin, foi acusado de homicídio e homicídio involuntário em terceiro grau, e encontra-se detido numa prisão estatal. Os outros três agentes no local foram despedidos no dia seguinte à morte de Floyd, mas não foram acusados.

O “bom gigante”: quem era George Floyd?

Sabe-se agora que os caminhos de George Floyd e do agente acusado do homicídio já se tinham cruzado um ano antes.

Trump critica governadores por serem "fracos" e ignora questão de fundo

Luís Costa Ribas deu conta, esta segunda-feira, da reação de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, às manifestações após a morte de George Floyd, um afro-americano de 46 anos, pela polícia de Minneapolis.

Trump criticou os governadores de alguns Estados norte-americanos, chamando-os de "fracos" por não conseguirem controlar a violência que se tem infiltrado nos protestos contra a ação da polícia. Alguns governadores acusam o Presidente de não estar preocupado com quem está a protestar, ignorando assim a questão de fundo: o racismo nas forças policiais.

Recolher obrigatório não trava protestos nos EUA

Apesar do recolher obrigatório decretado em 40 cidades dos Estados Unidos, os manifestantes continuaram a sair para a rua. Algumas manifestações degeneraram em confrontos, destruição e saque.

Em Washington, foram destacados militares da Guarda Nacional e até agentes dos narcóticos para reforçar a segurança da Casa Branca.

Nuno Garoupa diz que violência nos EUA pode traduzir-se na reeleição de Trump

A análise do professor de Direito da Universidade George Manson aos protestos violentos nos Estados Unidos da América.

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