Presidenciais

Marcelo na primeira ação na rua: "Estou vivo!"

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

João Venda

João Venda

Repórter de Imagem

Presidente-recandidato entra na campanha para responder a ataques

Depois de uma primeira semana de campanha fechado em Belém - com os adversários em iniciativas diárias - Marcelo saiu à rua na manhã desta sexta-feira. Destino: uma mercearia social, na freguesia de Santo António, em Lisboa, que já tinha visitado no passado, em circunstâncias diferentes.

No primeiro dia de um país confinado, Marcelo telefonou para a Junta e disse que em 20 minutos ali estaria. E estava. Mas não era só para ir "ao que não fecha, porque dá assistência social a famílias" - depois de ter ido a espaços culturais, na véspera, sem jornalistas, um alfarrabista e um museu, onde deu uma entrevista - que o Presidente-recandidato saiu à rua. Oportunidade para responder sobre os ataques da campanha e defender uma demarcação "pela positiva".

Face ao que tem visto e ouvido, "acho mais importante tratar dos problemas do país" e aproveita para referir o artigo que Jorge Sampaio assinou no Expresso, esta sexta-feira, confessando mesmo que já o felicitou. Porque o importante, sublinha, é um debate sobre o papel do Presidente e os poderes do Presidente.

Antes de subir da Calçada do Moinho de Vento até ao Campo dos Mártires da Pátria, Marcelo que levou para casa um calendário de 2021 da Junta de Freguesia, escolheu o mesmo de fevereiro para assinalar. É no final do mês que deseja o fim do confinamento. Espera que seja "um só mês" e que "depois do Carnaval" se inverta a tendência de subida. Não deixar "escorregar" para o segundo trimestre a necessidade de medidas restritivas é objetivo.

Ali a umas dezenas de metros, a Faculdade de Medicina está deserta. Marcelo entra, sem aviso prévio, para surpresa dos seguranças, com o aparato mediático. Atravessa o pátio, entra no auditório e acaba por confessar "vim só dar uma voltinha, vou já embora".

Daí até ao carro, ainda queria contar uma aventura, de uma mossa que fez, mas que não vai impedir que, ao volante, se faça à estrada nesta campanha.

Tem de aguentar que a vida está difícil", diz antes de entrar no carro e confessar aos jornalistas que ainda os irá ver, nos próximos dias, esta campanha. Porque "estou vivo, ainda não foi desta!" remata.

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