Eleições nos EUA

Joe Biden vai assinar 53 decretos nas primeiras duas semanas de trabalho

Tom Brenner

Na primeira semana, o novo Presidente vai concentrar-se nas crises pandémica, clima, económica e social.

O novo presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, vai assinar 53 decretos de medidas nas próximas duas semanas, sobre assuntos como o clima, a economia e a imigração, esperando reverter algumas políticas do seu antecessor, Donald Trump.

De acordo com o sítio de notícias norte-americano The Hill na Internet, citado pela agência de notícias EFE, o democrata tem 53 medidas executivas sobre a mesa que serão assinadas até ao final do mês.

Na primeira semana, Biden vai concentrar-se nas crises pandémica, clima, económica e social.

Entre as primeiras decisões do líder democrata encontra-se uma ordem que vai exigir o uso de máscara em espaços federais, uma extensão da moratória sobre despejos e impedir a construção do muro na fronteira com o México.

Na quinta-feira, o novo presidente dos Estados Unidos da América vai dedicar o dia à pandemia da covid-19.

Para sexta-feira, estão programadas duas ordens executivas sobre o segura de saúde para pessoas com mais de 65 anos ou com deficiência -- Medicaid (programa de saúde social para famílias e pessoas com recursos limitados) -- e a bolsa federal Pell, que beneficia os estudantes.

Do mesmo modo, Biden vai dedicar-se, na próxima segunda-feira, à promoção da "compra de produtos norte-americanos" e nos dias seguintes abordará as questões sociais, clima, saúde e imigração.

Joe Biden também deverá anunciar os planos para uma cimeira de líderes sobre o clima, que os Estados Unidos da Américas organizarão em 22 de abril.

Segundo o The Hill, o governante planeia ainda rescindir a intitulada "política da Cidade do México", que proíbe o governo federal de ajudar associações estrangeiras no acesso ao aborto.

Entre as ações previstas para 29 de janeiro, dia destinado à migração, prevê-se que o democrata ordene a revisão da regra do "encargo público", regulamento aprovado por Donald Trump, que afeta os imigrantes que solicitam um visto dos Estados Unidos da América ou desejam o título de residência permanente.

O novo presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, chegou esta quarta-feira à Casa Branca com uma ambiciosa agenda de reformas, que iniciará através de decretos presidenciais, para apressar a sua aplicação.

Joe Biden está preocupado com a possibilidade de o Congresso atrasar a aprovação de algumas das suas propostas políticas, devido aos atrasos provocados pelo processo de destituição do Presidente cessante, Donald Trump, que vai ser julgado no Senado por acusações de "incitação à insurreição", no episódio do ataque ao Capitólio.

Assim, os conselheiros da Casa Branca anunciaram esta semana que o novo Presidente vai socorrer-se de decretos presidenciais para agilizar a implementação das reformas mais urgentes.

O regresso dos Estados Unidos ao Acordo de Paris foi uma das bandeiras de campanha de Biden e está agora na lista de prioridades para os primeiros dias de mandato do Presidente democrata, depois de Trump ter abandonado este tratado climático, em 2017.

O democrata Joe Biden tomou posse hoje como 46.º Presidente dos EUA, após ter feito o juramento de funções perante o presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, nas escadas do Capitólio, em Washington.

Joe Biden - que sucede a Donald Trump, após ter vencido o republicano nas eleições presidenciais de 3 de novembro - prestou juramento na escadaria oeste do Capitólio, numa cerimónia sob um forte dispositivo de segurança, após o violento ataque ao Congresso, na passada semana, por uma multidão de apoiantes de Donald Trump.