Eleições nos EUA

FBI investiga militares que vão estar na tomada de posse de Joe Biden

As autoridades estão preocupadas com potencial ameaça interna.

O FBI está a investigar cada um dos 25 mil militares da Guarda Nacional dos Estados Unidos que vão garantir a segurança, na quarta-feira, na tomada de posse de Joe Biden. As autoridades receiam uma potencial ameaça interna, por parte de membros das Forças Armadas, que possa pôr em risco a segurança da cerimónia.

O centro de Washington está fechado e os habitantes dizem que nunca viram a cidade assim, nem nos dias a seguir aos ataques de 11 de Setembro. O centro da capital dos EUA está rodeado por barreiras de metal, com controlos montados em vários pontos.

A presença de alguns militares e veteranos de guerra na manifestação que levou à invasão do Capitólio levou a uma maior preocupação quanto à possibilidade de um eventual perigo interno.

A megaoperação de segurança, liderada pelos serviços secretos, envolve membros de várias agências, e polícias nacionais, bem como as mais altas patentes do Pentágono.

O FBI diz que há vários grupos armados que estão a organizar manifestações para os próximos dias, em Washington e noutras grandes cidades, e que a maior preocupação dos serviços de informações é a eventualidade de poderem ser usados explosivos ou bombas artesanais.

Entretanto, e enquanto Donald Trump já fez saber que não irá à tomada de posse, o vice-presidente Mike Pence, que vai estar na cerimónia, visitou uma base militar perto de Nova Iorque.

Donald Trump deverá deixar a Casa Branca na quarta-feira de manhã, mas as empresas de mudanças trabalham há uns dias no transporte dos caixotes que vão levar os bens pessoais de Trump e da família para a Flórida, onde o ainda Presidente deverá passar os próximos tempos.