Crise Migratória na Europa

Polícia Marítima portuguesa interceta embarcação com 127 migrantes ao largo de Itália

Autoridade Marítima Nacional

Entre os 127 migrantes estavam cidadãos libaneses, afegãos e paquistaneses.

O grupo de ações táticas da Polícia Marítima intercetou na segunda-feira uma embarcação com 127 migrantes libaneses, afegãos e paquistaneses a 74 quilómetros de Santa Maria di Leuca, a sul de Itália, divulgou hoje aquela força policial.

Os elementos da Polícia Marítima em missão em Itália, no âmbito da operação "Themis" no Mediterrâneo Central, em apoio à Agência Europeia de Fronteiras e Guarda Costeira (FRONTEX) intercetaram a embarcação onde seguiam 127 migrantes, tendo sido também identificados "três indivíduos suspeitos de facilitarem a travessia dos migrantes até Itália".

O comunicado da Autoridade Marítima Nacional (AMN) refere que os elementos do grupo de ações táticas da Polícia Marítima intercetaram a embarcação, confirmando a presença de vários migrantes a bordo, e acompanharam a mesma até à chegada da embarcação da Guardia di Finanza, que a encaminhou até ao porto de Gallipoli, onde desembarcaram os migrantes.

A ação decorreu pelas 14:00 [13:00 em Lisboa] de segunda-feira, após um alerta através do Centro de Coordenação Internacional de Roma, a informar que uma aeronave da Guardia di Finanza tinha detetado a presença de uma embarcação suspeita de migração irregular a navegar ao largo de Santa Maria di Leuca.

A Polícia Marítima está desde 16 de junho integrada na operação "Themis", nesta que é a sua quinta participação, tendo como missão controlar e vigiar as fronteiras marítimas italianas e externas da União Europeia no combate ao crime transfronteiriço, no âmbito das funções de guarda costeira europeia, acrescenta o comunicado da AMN.

Desde 2017, ano em que iniciou a participação operação "Themis", a Polícia Marítima já realizou mais de 500 missões.

  • 3:13
  • Vamos falar de jejum: era capaz de ficar 16 horas por dia sem comer?

    País

    O jejum intermitente é um regime alimentar que impõe um período de restrição alimentar. Existem vários modelos, mas o mais conhecido é dividido em 16 horas de jejum e oito horas em que pode comer livremente. Os especialistas reconhecem benefícios nesta prática, mas afirmam que a investigação científica ainda é escassa.

    Exclusivo Online

    Filipa Traqueia