Crise Migratória na Europa

Turquia deportou 42.888 migrantes ilegais desde julho

Umit Bektas

O ministro do Interior turco anunciou em julho o lançamento de uma operação contra migrantes em situação irregular.

Desde o lançamento de uma operação contra a imigração ilegal, em julho, foram deportados de Istambul 42.888 migrantes, incluindo 6.416 sírios, anunciaram esta sexta-feira as autoridades daquela província turca.

Segundo as autoridades da província de Istambul, 42.888 migrantes "ilegais", cujas nacionalidades não foram especificadas, foram presos e enviados para centros de detenção para serem expulsos do país.

Além disso, 6.416 sírios foram colocados em "centros de acolhimento temporário".

O ministro do Interior turco, Süleyman Soylu, anunciou em julho o lançamento de uma operação contra migrantes em situação irregular na província de Istambul.

As autoridades turcas alegam não ter problemas com pessoas devidamente registadas junto do governo provincial de Istambul, para onde encaminham migrantes registados noutras províncias.

Os migrantes que não estão registados em qualquer província são enviados para centros de detenção para posteriormente serem deportados, com exceção dos sírios que Ancara afirma que não regressam ao seu país em guerra.

Em julho, Soylu afirmou que o objetivo do seu Governo era expulsar 80.000 migrantes irregulares na Turquia antes do final do ano.

Esta medida visa responder à crescente insatisfação da população turca em relação à presença de migrantes no seu território, especialmente sírios.

A Turquia, com mais de 82 milhões de habitantes, acolhe mais de 3,6 milhões de sírios que fugiram da guerra civil, dos quais 547.000 estão registados em Istambul.

Ancara planeia realocar parte dos sírios a residir no país numa "zona de segurança" que pretende instalar ao longo da fronteira no norte da Síria.

Em outubro, a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch acusaram a Turquia de devolver os sírios à força ao seu país em conflito no último verão. No entanto, as autoridades turcas negam ter forçado o regresso dos sírios.

Lusa

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