Coronavírus

Vacina Sputnik V é menos eficaz contra a variante Delta

Dado Ruvic

Confirma o laboratório que desenvolve a vacina.

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A vacina russa Sputnik V contra covid-19 mostrou-se menos eficaz contra a variante Delta altamente contagiosa, informou a agência de notícias TASS citando os responsáveis pelo desenvolvimento da vacina, o Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em Moscovo.

A Rússia tem três vacinas contra a covid-19 de produção própria: a Sputnik V, a EpiVacCorona e a CoviVac, todas compostas por duas doses, além da Sputnik Light, de dose única

O Governo russo anunciou hoje 652 mortes com covid-19 nas últimas 24 horas, o número diário mais elevado desde o início da pandemia, atribuído ao surgimento da variante Delta.

A segunda cidade da Rússia, São Petersburgo, que recebe na sexta-feira o jogo dos quartos de final do campeonato europeu de futebol, registou 119 mortes, também o nível mais alto desde o início da crise sanitária, enquanto Moscovo, o epicentro da epidemia, registou 121 óbitos.

O país registou 20.616 novas contaminações neste último dia.

No total, a pandemia causou 134.545 mortos na Rússia, que se tornou o país europeu mais afetado em termos de óbitos, de acordo com estatísticas do Governo.

Vacinas contra a covid-19: as que estão a ser usadas e as que estão a caminho

Em menos de um ano desde que foi declarada a pandemia foram desenvolvidas várias vacinas em laboratórios por todo o mundo. A primeira vacina a obter autorização de emergência para inoculação foi a da Pfizer e BioNTech. O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar esta vacina e a iniciar a campanha de vacinação, em dezembro de 2020.

Mais de 3,9 milhões de mortos no mundo

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 3.925.816 de vítimas em todo o mundo, resultantes de 181.026.547 casos de infeção diagnosticados oficialmente, segundo o balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Os países com o maior número de mortos são os Estados Unidos, o Brasil, a Índia e França.

Em Portugal, morreram 17.084 pessoas e foram confirmados 874.547 casos de infeção, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A grande maioria dos pacientes recupera, mas uma parte evidencia sintomas por várias semanas ou até meses.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global