Coronavírus

Novas medidas servem para "chamar à atenção, mas não alarmar", diz Marcelo

JOSÉ COELHO

Presidente da República considera que não há razões para "alarmismo generalizado".

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O Presidente da República considera que não há razões para "alarmismo generalizado". Marcelo Rebelo de Sousa diz que os números mortes e internamentos devido à covid-19 em Portugal dão alguma esperança.

"Apesar de tudo, o país não é só Lisboa nem são só os concelhos mais afetados. Olhando para o país, o caminho está a ser feito", afirma.

"Temos uma situação em que é preciso estar atento a alguns concelhos, mas em termos globais não há razão para alarmismos generalizados", acrescenta.

Medidas aprovadas pelo Conselho de Ministros

Aos jornalistas, considerou que as medidas aprovadas pelo Conselho de Ministros abrem a porta à flexibilidade para quem já está vacinado contra a covid-19.

Diz que se tratam de medidas "já esperadas" e que servem para "chamar à atenção, fazer um alerta, mas não alarmar nem radicalizar em termos restritivos".

Portugal não avançou no desconfinamento previsto. As restrições à circulação aos fins de semana mantêm-se na Área Metropolitana de Lisboa, mas com duas novas exceções. Três concelhos recuam no desconfinamento, 25 travam e há 19 em alerta.

Polémica de Ferro Rodrigues

O Presidente da República reagiu às declarações de Eduardo Ferro Rodrigues. Marcelo Rebelo de Sousa diz que o apelo é para quem pode ir a Sevilha, cumprindo as regras estabelecidas em cada concelho.

"Está implícito: respeitem as regras e só vão aqueles que possam ir", diz.

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, apelou aos portugueses para se deslocarem em massa a Sevilha para apoiar a Seleção Nacional. O pedido de Ferro Rodrigues aconteceu antes do Conselho de Ministros, que volta a reunir-se para decidir as novas medidas de confinamento, principalmente na Área Metropolitana de Lisboa.