Coronavírus

Covid-19. Vários países pressionam OMS para voltar a investigar origem do vírus

A investigação realizada anteriormente concluiu que seria muito improvável que o novo coronavírus tivesse saído de um laboratório.

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Os Estados Unidos e vários outros países – nos quais se inclui Portugal – estão a pressionar a Organização Mundial de Saúde (OMS) para que não desista de procurar as origens do novo coronavírus. A missão internacional que passou pela China conclui que o vírus não saiu dum laboratório.

A primeira equipa de peritos internacionais passou por Wuhan no início do ano e chegou a várias conclusões, principalmente a que Pequim queria ouvir: seria muito improvável que o SARS-CoV-2 tivesse saído de um laboratório.

A equipa acabou por ser muito criticada por não ter investigado esta possibilidade mais a fundo. Em Wuhan, o chamado ponto zero da atual pandemia, os especialistas de 10 países visitaram hospitais, institutos de pesquisa e os mercados de marisco e de animais selvagens onde surgiram as primeiras infeções. Acreditam que o vírus que chegou ao ser humano veio de um morcego e que passou através de outro animal, ainda não identificado.

Depois de divulgadas as conclusões, a China fechou portas e disse que a investigação está fechada. Mas, para vários países, isso não é bem assim. A inquietação resulta de vários relatórios dos serviços secretos norte-americanos que vieram a público ao longo do último ano, onde se garante que vários cientistas chineses no Instituto de Virologia de Wuhan ficaram doentes em novembro de 2019.

A OMS é pressionada a agir. Um conjunto de países insistiu, durante a assembleia-geral da organização, para que a investigação sobre a origem do novo coronavírus não caia no esquecimento. Além dos Estados Unidos, também a Austrália, o Japão e Portugal fazem parte desse grupo de países.

A diplomacia norte-americana insiste em fazer saber que o novo inquérito não pretende apurar culpas, mas sim perceber como a humanidade pode impedir uma nova pandemia.