Coronavírus

Portugal com mais 38 mortes e 691 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas

Anadolu Agency

Número de doentes internados é o mais baixo desde outubro.

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Portugal contabiliza esta terça-feira mais 38 mortes e 691 novos casos de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 16.389 mortes e 805.647 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando esta terça-feira ativos 65.793 casos, menos 2.577 em relação a ontem.

O boletim epidemiológico da DGS revela também que estão internados 1.997 doentes, menos 170 do que ontem e o valor mais baixo desde 30 de outubro, dia em que estavam hospitalizadas 1.972 pessoas. Destes, 446 estão nos cuidados intensivos, menos 23 em relação a ontem.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 36.859 contactos, menos 4.368 relativamente ao dia anterior.

Os dados desta terça-feira revelam ainda que mais 3.230 pessoas foram dadas como recuperadas, fazendo subir para 723.465 o número de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

Há 30 dias consecutivos que o número de recuperados supera o de novas infeções.

Dados por região

Das 38 mortes registadas nas últimas 24 horas, 18 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, 7 na região Centro, 10 na região Norte, uma no Alentejo e duas no Algarve.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas mais 255 novas infeções, contabilizando-se até agora 305.027 casos e 6.864 mortes.

A região Norte tem hoje 166 novas infeções por SARS-CoV-2 e desde o início da pandemia já contabilizou 326.544 casos de infeção e 5.225 mortes.

Na região Centro, registaram-se mais 73 casos, acumulando-se 115.057 infeções e 2.922 mortos.

No Alentejo foram assinalados mais 27 casos, totalizando 28.501 infeções e 948 mortos desde o início da pandemia em Portugal.

A região do Algarve tem hoje notificados 11 novos casos, somando 20.121 infeções e 341 mortos.

A Madeira registou 140 novos casos. Esta região autónoma contabiliza 6.614 infeções e 61 mortes devido à covid-19.

A região Autónoma dos Açores registou 19 novos nas últimas 24 horas e notificados no total 3.783 casos de infeção e 28 mortos.

Dados por género e faixa etária

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

O novo coronavírus já infetou em Portugal, pelo menos, 364.476 homens e 440.899 mulheres, referem os dados da DGS, segundo os quais há 272 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que estes dados não são fornecidos de forma automática.

Do total de vítimas mortais, 8.569 eram homens e 7.820 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

Do total de mortes, 10.860 eram pessoas com mais de 80 anos, 3.448 com idades entre os 70 e os 79 anos e 1.447 tinham entre os 60 e os 69 anos.

Armando Franca/ AP

Um ano depois, como está o 1.º português infetado com covid-19

Ao fim de um ano, o homem que ficou conhecido como o primeiro português oficialmente infetado com covid-19 vai voltar ao mar. Soube há menos de uma semana que vai estar fora um mês e meio. Desta vez, o navio vai estar atracado na costa sul do Reino Unido.

No ano passado, Adriano Maranhão chegou a estar impedido de sair de um navio atracado no Japão, onde trabalhava, por causa de um surto de covid-19. Acabou por ser repatriado, a 10 de março, devido aos esforços da mulher que chamou a atenção do Governo e da comunicação social.

O canalizador, natural da Nazaré, está desde essa altura em casa, com a mulher e as três filhas.

O que mudou ao fim de um ano? “Cultura de responsabilidade cívica, individual e coletiva”

Um ano depois do primeiro caso de covid-19 diagnosticado em Portugal, o Opinião Pública desta terça-feira faz o balanço destes 365 dias de pandemia. Carlos Robalo Cordeiro, diretor de pneumologia do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra, explica quais as principais mudanças.

  • Avanço da ciência

Carlos Robalo Cordeiro afirma que um dos principais avanços se deu ao nível da promoção do conhecimento e da ciência, sobretudo como suporte nas decisões a serem tomadas, considerando que “decisões que não foram baseadas no conhecimento científico não tiveram bons resultados”.

Aliada à ciência aponta a inovação, nomeadamente no aparecimento de vacinas com tecnologia inovadora, algo que defende que seria “impensável” em tão pouco tempo.

  • Cultura de responsabilidade cívica

O diretor de pneumologia do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra destaca ainda a entrega de todo o sistema de saúde, incluindo setor privado, social e militar, que considera fundamental para se conseguir dar resposta à evolução da pandemia.

Mais, mais importante, aponta, é a necessidade de todos “trabalharmos no mesmo sentido” por uma cultura de responsabilidade cívica, individual e coletiva. Carlos Robalo Cordeiro acredita que cuidados de higienização, distanciamento social e uso de máscara, por exemplo, podem vir a manter-se no futuro, aplicados a outras situações.

  • Responsabilidade política. Os erros

O especialista acredita que a aprendizagem não se ficou apenas pela ciência e responsabilidade cívica, mas chegou também aos responsáveis políticos, que partiram “quase do nada” e foram ganhando “consciencialização” sobre a forma como a pandemia deveria ser gerida.

Aponta, ainda assim, erros como o atraso na recomendação do uso da máscara, a “falta de equilíbrio” na gestão do primeiro desconfinamento e ainda no aligeiramento das medidas para “criar condições para que a população se sinta satisfeita”.

O dia a dia dos cuidados intensivos covid-19 pela lente de um fotojornalista

O dia-a-dia, em fotografias, dos profissionais de saúde da Unidade de Cuidados Intensivos covid-19 do Centro Hospitalar De Trás-Os-Montes e Alto Douro, em Vila Real.

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