Coronavírus

Padre de Pinhel nunca suspendeu as missas presenciais

Paulo Gabriel

Paulo Gabriel

Repórter de Imagem

Sacerdote ignora a diretiva da Conferência Episcopal Portuguesa.

Saiba mais...

O padre de seis aldeias do concelho de Pinhel, no distrito da Guarda, mantém as celebrações presenciais aos sábados e domingos.

A Conferência Episcopal Portuguesa suspendeu em janeiro as missas e catequeses por causa da pandemia, mas o sacerdote diz que a diretiva só se aplica aos centros urbanos e a população precisa de arejar.

Este domingo,o padre reuniu uma dezena de fieis na pequena igreja de Ervas tenras que incentivou a serem parte da história de Deus. Participando na missa e na comunhão.

Os fiéis usaram máscara e estiveram na igreja pouco mais de meia-hora. À saída, reagiram com surpresa à presença de jornalistas e apoio ao sacerdote da terra.

O padre já tinha sido denunciado por continuar a dizer missa indiferente ao momento mais grave da pandemia, mas justificou-se dizendo que só tinha com ele as pessoas que o ajudavam na celebração, mas este domingo valeu-se da lei.

Porém, o regulamento do estado de emergência de 14 de janeiro autorizou celebrações religiosas, incluindo as comunitárias, como autorizou a liberdade de deslocação para votar. Mas no mesmo dia, a Conferência Episcopal Portuguesa suspendeu batismos, crismas e casamentos. E logo a 21 de janeiro, dado o agravamento da pandemia, suspendeu a celebração de missas presenciais, catequese e outras atividades pastorais, até novas orientações.

O distrito da Guarda tinha à data mais de 3 mil casos ativos de Covid-19. A próxima missa já ficou marcada. sábado que vem, às seis da tarde, no lugar de sempre. A SIC contactou a Diocese da Guarda mas até ao momento não foi possível obter uma reação.

  • O bicho homem em quatro episódios

    Opinião

    Gostava muito de partilhar o otimismo de Attenborough e de Bregman. Mas depois há episódios como o da Superliga. Ou o das vacinas concentradas no hemisfério Norte. E a esperança esvai-se. Como as superfícies geladas do Ártico no verão.

    Cristina Figueiredo